segunda-feira, 11 de junho de 2007

A dura verdade sobre o nosso rádio digital

O rádio faz parte de minha vida. Continuo ouvindo rádio todos os dias, mesmo depois da chegada da TV, do computador e da internet. Para 95% da população brasileira, rádio é informação, entretenimento, serviço e cultura.
Do ponto de vista tecnológico, contudo, o rádio vive um processo de obsolescência, em especial em ondas médias (OM) e amplitude modulada (AM) e passa por um momento de transição entre os velhos padrões analógicos e as novas promessas da digitalização.
Apenas em freqüência modulada (FM) o rádio tem boa qualidade.
Por que digitalizar o rádio? Por muitas razões, mas, principalmente, porque esse avanço tecnológico melhora a qualidade das recepções, possibilita a convergência com outros meios e tecnologias, abre perspectivas de interatividade, de maior estabilidade nas transmissões, de economia de espectro de freqüências e de incontáveis aplicações.

O DESAFIO
Concretizar esse projeto, no entanto, tem sido um dos maiores desafios para todos os países que se decidiram a digitalizar sua radiodifusão sonora.
O Brasil está, em princípio, aberto aos testes com todos os padrões disponíveis no mundo.
Na prática, contudo, apenas o Iboc (In Band on Channel), criado pela empresa norte-americana Ibiquity, está sendo testado por uma dúzia de emissoras em todo o País, tanto em AM como em FM.
O DRM (Digital Radio Mondiale), em desenvolvimento por um consórcio europeu, deverá ser o próximo, seguido do padrão japonês, compatível com o sistema de TV Digital adotado pelo País.
A proposta do Iboc é vantajosa, pois evita a duplicação de faixas de freqüências e permite que os receptores de rádio analógicos sobrevivam por mais dez ou 15 anos. Mas, depois de quase dois anos, os resultados dos testes do Iboc no Brasil ainda estão longe de ser satisfatórios.
Dou aqui meu depoimento pessoal, pois utilizo dois receptores de rádio digital, um em meu carro e outro no de minha mulher, para avaliação das emissoras de AM e FM. Além disso, tenho ouvido muitos especialistas sobre o tema. Todos reconhecem os problemas. Nas emissoras, contudo, raros são os que se dispõem a falar dos testes.

TESTES DE AM
Comecemos pelo pior caso, que é o das transmissões em AM. Na expressão de um técnico, 'a qualidade do rádio digital é ótima, desde que funcione.' Na verdade, ele funciona de modo razoável apenas durante algumas horas por dia, vencendo com dificuldade os problemas de poluição radioelétrica que dominam a Grande São Paulo. São motores elétricos, 6 milhões de veículos, indústrias, 7 milhões de celulares, emissoras de alta potência e 15 mil rádios piratas.
Tudo isso torna a Capital e os 37 municípios vizinhos um verdadeiro inferno para a propagação de sinais analógicos ou digitais.
À noite, a situação se torna ainda mais problemática, porque aumenta a reflexão das ondas na ionosfera, mudando sensivelmente o comportamento dos sinais em AM, causando interferências em rádios distantes. Para as emissoras analógicas, a solução nas últimas décadas era reduzir a potência do sinal à metade. Mas nos testes do Iboc, com sinal analógico e digital, surgem novos problemas e a qualidade torna-se inaceitável.
Nas transmissões em FM, enfrento outro problema desconfortável: a alternância de sintonia entre os sinais digital e analógico, tendo de ouvir a transmissão digital com atraso (delay) de 8 segundos, o que causa a repetição e o corte de trechos da informação, seja música ou notícia, em pontos de sombra da Grande São Paulo. Resta-me desligar o sintonizador digital e só ouvir a transmissão analógica.

QUE FAZER?
Nos Estados Unidos, o processo de digitalização tem sido lento. De um total de 15 mil emissoras, pouco mais de mil estão transmitindo efetivamente com a tecnologia Iboc. Muitas das rádios AM desligam o sistema digital à noite.
Do lado das emissoras brasileiras, caso seja adotado o sistema Iboc - como querem lobistas em Brasília -, é essencial que a tecnologia esteja exaustivamente testada e plenamente amadurecida. Isso talvez possa ocorrer daqui a um ou dois anos.
Resta ainda o desafio econômico para as emissoras. Como mais de 80% das 5 mil rádios brasileiras são relativamente pobres ou deficitárias, poucas terão como investir de US$ 50 mil a US$ 200 mil (R$ 100 mil a R$ 400 mil), em novos equipamentos.
Mais difícil ainda é o lado dos ouvintes. Até aqui, a indústria brasileira não tem plano definido para a fabricação de receptores digitais. Não será fácil convencer a maioria dos ouvintes a pagar o equivalente de US$ 100 a US$ 200 (R$ 200 a R$ 400) por um novo receptor - faixa de preço desses aparelhos nos Estados Unidos, onde já existe razoável escala, em especial para rádios de automóveis.
Entidades independentes cobram uma posição mais clara e objetiva do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), sobre o problema.

Brasil atrai investimentos em tecnologia

Melhora da economia e aumento das vendas de PCs mudam status do País no cenário global
Renato Cruz
Há duas semanas, o jornal americano USA Today noticiou: 'Saiam da frente, Índia e China. O Brasil é o mais recente entre os países com economia emergente a atrair grandes investimentos de companhias americanas de tecnologia.' Mais do que os investimentos enumerados pelo jornal, chama a atenção a visibilidade internacional do País como jogador importante no setor de tecnologia. A mudança de imagem se deve principalmente a dois fatores: melhora dos indicadores macroeconômicos e expansão das vendas de microcomputadores.
Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), foram vendidos 7,4 milhões de PCs no ano passado, um crescimento de 20% sobre 2005. Para este ano, a previsão está em 8,6 milhões. A consultoria I.T. Data trabalha com uma expectativa ainda mais ousada: os micros vendidos podem alcançar 10 milhões, ultrapassando, pela primeira vez, a venda de televisores. Em 2006, o mercado brasileiro de computadores de mesa foi menor somente que o dos Estados Unidos e o da China.
'O Brasil é um país-chave', afirmou Lee Ray Massey, vice-presidente sênior para as Américas do Grupo de Imagem e Impressão da HP, que visitou o País na semana passada. 'Não posso falar pelo mercado americano de tecnologia, mas, dentro da HP, há muito tempo reconhecemos isso.' Em fevereiro, a empresa comemorou a marca de 10 milhões de impressoras produzidas no Brasil. A produção local começou em 1998. A HP Brasil é a única subsidiária a fabricar modelos que também são produzidos na Ásia.
A matéria do USA Today citou a fábrica inaugurada no mês passado pela Dell em Hortolândia (SP). 'O mercado brasileiro continua crescendo, principalmente nos notebooks', disse Fernando Loureiro, diretor de Comunicação e Assuntos Corporativos da Dell. 'Michael Dell (presidente mundial da empresa) já disse que o segundo bilhão de PCs do mundo virá dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China).'
Loureiro defendeu que se aproveite o bom momento que o mercado brasileiro atravessa para reduzir barreiras que ainda existem ao crescimento. Ele defendeu uma flexibilização da Lei de Informática, com ampliação das alternativas no cumprimento da exigência de conteúdo local e da capacidade de as empresas decidirem onde aplicar os recursos de pesquisa e desenvolvimento.
O mercado de PCs foi beneficiado pelo corte do PIS e da Cofins, implementado no âmbito do Programa Computador para Todos, pela queda do dólar frente ao real, pela ampliação do financiamento dos computadores e pelos próprios ganhos de escala. O preço dos computadores caiu 50% desde 2004.
A venda de computadores portáteis no Brasil ainda é pequena. Isso faz com que o País, apesar de estar entre os três maiores mercados de computadores de mesa do mundo, fique no oitavo lugar nas vendas de PCs. Os laptops são 10% do mercado brasileiro de microcomputadores. A participação dos portáteis chega a 50% nos EUA e a 70% no Japão. Na América Latina, os notebooks têm 25% do mercado mexicano e 30% do chileno. 'Se o País mantiver a estabilidade econômica e as políticas setoriais, pode ficar entre o terceiro e o quinto lugares na venda de PCs em três anos', disse Elber Mazaro, diretor de Marketing da Intel no Brasil. A Intel Capital, braço de investimentos da empresa, tem um fundo de US$ 50 milhões, criado especialmente para o País e citado pelo USA Today.
TELECOMUNICAÇÕES
A Intel acredita que as vendas de PCs no Brasil têm potencial para crescer numa média de 20% ao ano nos próximos três a cinco anos. O mercado de notebooks pode dobrar todo ano até 2010, quando chegaria a 30% ou 35% das vendas totais. 'Tanto o setor industrial quanto o de serviços têm crescido bastante', disse Mazaro. 'Mas algumas coisas podem melhorar.'
Ele destacou que, apesar de o Brasil ter avançado na política de informática, existe uma paralisia nas telecomunicações. 'Uma área depende da outra', destacou o executivo. 'Se a banda larga parar de crescer, isso pode ter um impacto na venda dos computadores.'
O leilão das licenças para banda larga sem fio, com tecnologia WiMax, está paralisado desde setembro de 2006. Recentemente, o conselheiro José Leite Pereira Filho, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), disse que cabe às associações de operadoras chegarem a um acordo e levarem uma solução para os impasses que impedem a licitação. 'Esse leilão precisa acontecer', disse Mazaro. O diretor da Intel ressaltou que existem problemas de logística e burocracia excessiva que impedem um avanço mais rápido do mercado interno e uma presença maior do País no mercado internacional.
DESONERAÇÃO
'Os indicadores macroeconômicos melhoraram substancialmente a imagem do Brasil', disse Humberto Barbatto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). 'Mas a microeconomia ainda tem problemas.' Ele destacou que a desoneração do setor de informática, trazida pela Lei do Bem, com o corte do PIS e da Cofins, criou empregos e aumentou a arrecadação. 'Se desonerasse mais um pouco, o governo poderia arrecadar ainda mais.'
Barbatto se disse preocupado com algumas medidas recentes, como o veto presidencial aos benefícios da Lei da Inovação para o setor de informática, sob o argumento de que já recebe incentivos da Lei de Informática. 'A Lei de Informática existe para compensar distorções criadas pela Zona Franca de Manaus', disse. 'Não esperávamos o veto.' Outro tema que preocupa a Abinee é a discussão de vantagens para o Paraguai na exportação de produtos ao Brasil. 'Estão é querendo legalizar o contrabando.'
Fábricas de computadores triplicam PIB de Hortolândia
As empresas de tecnologia estão mudando a cara de Hortolândia, cidade de 200 mil habitantes próxima a Campinas, no interior de São Paulo. A cidade, que já abrigou uma fábrica de computadores da IBM na década de 80, vive agora um novo ciclo de desenvolvimento com a fábrica da Dell, que começou a operar no fim do ano passado.
'Eu faço a terraplenagem, planto a grama, dou isenção agora e tiro o investimento lá no futuro', explica o prefeito Angelo Perugini (PT), ao falar das empresas de alta tecnologia recém-chegadas e das que estão em ampliação na sua cidade. Nos últimos dois anos, dez empreendimentos industriais se instalaram no município. Todos com algum enfoque relacionado a novas tecnologias. Como reflexo houve a injeção nesse período de R$ 500 milhões, abertura de 7,5 mil vagas de trabalho e surgimento de pequenas e médias prestadoras de serviços.
Hortolândia era apenas um bairro na periferia de Sumaré quando sediou a IBM, no início dos anos 70. A multinacional veio fabricar máquinas de escrever elétrica. Depois, passou a montar microcomputadores. De 1998 a 2000, a IBM investiu US$ 100 milhões em projetos.
Em dezembro do ano passado, começou a operar na cidade a linha de montagem da Dell Computadores. O investimento inicial foi de R$ 130 milhões. A empresa contratou 500 trabalhadores e prevê absorver 3 mil funcionários até 2009. 'A Dell abre a nova fase de desenvolvimento. A primeira veio com a IBM', diz o prefeito. 'Demos isenção de IPTU por 20 anos para a Dell, algo como R$ 15 mil por mês. Em contrapartida, vamos dobrar, já no próximo período, a nossa arrecadação de ICMS', comenta.
O PIB de Hortolândia, de R$ 3 bilhões, será de R$ 9 bilhões em 2010 segundo cálculos da administração. O economista Laerte Martins, da Associação Comercial e Industrial de Campinas, mostra que o município cresce cerca de 5% ao ano, acima da média nacional. O desemprego é de 4%, um dos menores do País. A média salarial subiu de R$ 870 em 2004 para R$ 1.873 em 2006. 'O processo é em cadeia. Uma empresa puxa a outra e a tendência é de crescimento', diz.

Telemetria por celular abre nicho milionário a operadoras

A transferência de informações entre equipamentos para controle e monitoramento remoto com utilização da rede GSM, tecnologia conhecida como telemetria, ou Wireless M2M (de máquina para máquina), tem se tornado a nova aposta das operadoras de telefonia móvel para elevar sua receita.
As áreas corporativas da Claro e da TIM, por exemplo, já montaram setores e desenvolveram produtos específicos para este segmento, que deve movimentar US$ 100 milhões este ano com a transmissão de dados via GPRS (tecnologia que permite a transmissão de dados por pacote via rede GSM) e US$ 1,3 bilhão entre equipamentos, dados e softwares, segundo pesquisa da consultoria especializada Itelogy.
Embora o valor pareça pequeno ao ser comparado ao faturamento total das operadoras em um único trimestre, algo em torno de R$ 8 bilhões, o crescimento do mercado de telemetria no Brasil tem chegado à casa dos 60% ao ano, de acordo com a Itelogy.
"Há uma possibilidade imensa para a exploração de sistemas que utilizam um chip em dispositivos para enviar informações via rede GSM para outro equipamento. Existem opções que vão de portões a empresas de energia elétrica, para se ter uma idéia. A partir dessa possibilidade, montamos uma equipe especializada em vender apenas serviços de telemetria", conta Ricardo Barbosa, diretor para Empresas da operadora Claro.
O diretor não revela números, mas afirma que a área é tão importante para a operadora quanto a venda de produtos relacionados à transmissão de voz e serviços de e-mails.
"Há dois anos, quase não se falava em telemetria na Claro. Hoje ela é uma das quatro frentes da área de empresas da companhia", afirma Barbosa, que também faz uma previsão bem otimista. "A venda de produtos relacionados à transmissão de dados na área corporativa, levando em consideração o potencial de uso, vai ultrapassar a de voz nos próximos doze meses. Estamos focados na venda de pacotes de dados."
Entre os principais motivos que impulsionam a telemetria está a consolidação da tecnologia GSM no País. Para Maurício Catelli, da CAS Tecnologia, antes, a comunicação via rede celular era feita a partir da troca de mensagens de texto, o que encarecia o produto. "Com a rede GSM você tem o pacote de dados a preços muito mais baixos. Imagine gastar R$ 0,10 centavos a cada minuto para enviar informações entre as máquinas. Agora o pacote é cobrado por megabytes", conta Maurício.
Em 2003, 40% das transmissões entre terminais eram feitas via telefonia fixa, enquanto apenas 5% vinham de celular. Neste primeiro trimestre, a rede móvel correspondeu a 44% da troca de dados, enquanto a fixa caiu 13%.
Por conta da presença do GSM em todos os territórios brasileiros, a TIM montou equipes de consultores para atuar na área de rastreamento de veículos, uma das modalidades da telemetria que mais têm crescido nos últimos anos, com previsão de responder por 78% do mercado. "A procura tem crescido muito nos últimos meses. Nesse caso há um misto de satélite e GSM. Onde não tem um, tem o outro", conta Ângelo Rizzi, gerente corporativo da TIM-SP. Na carteira de clientes que utilizam a telemetria, a TIM também tem empresas de energia elétrica, como a AES.
Com a chegada do GSM a sua rede, a Vivo é outra das empresas que pretendem expandir sua atuação na neste segmento "Já trabalhávamos com CDMA desde 2002. Como quem dita a regra do mercado são os desenvolvedores, e o pacote de dados é mais em conta com a rede GSM, pretendemos crescer além do previsto", diz Carlos Alberto Wysling Novaes, gerente de Divisão de Dados da Vivo Empresas. A operadora não divulga números.
Aplicações
A telemetria está presente em diversas aplicações, que vão da abertura do portão via celular, comercializada pela empresa paulista Wolpac, ao controle de gastos com eletricidade e água de empresas e condomínios.
A CAS Tecnologia, por exemplo, atua na área de energia elétrica com clientes como a Light, no Rio de Janeiro, e empresas na Colômbia, Nicarágua e, em breve, na África do Sul.
Com as soluções de telemetria, as empresas de energia passam a monitorar o consumo de de cada um, evitando perdas ou desvios.

Base GSM chega a 2,5 bilhões de assinantes

Hoje, a 3G Americas anunciou que o número de assinantes de serviços móveis sem fio GSM atingiu o marco de 2,5 bilhões de clientes, um aumento de 400% de usuários em apenas seis anos, de acordo com estimativas da Informa World Cellular Information Service. A cada dia, há mais de um milhão de novas adições na família de tecnologias GSM que recebem serviços de uma das 700 redes comerciais em 218 países do mundo.
"É sem precedentes o crescimento e o sucesso que o GSM alcança em toda a indústria global, por meio dos estimados 2,5 bilhões de clientes de hoje", comentou Chris Pearson, presidente da 3G Americas. "Esse nível de crescimento da tecnologia sem fio supera quase todas as outras inovações que mudaram nosso estilo de vida."
Olhando para trás, já faz quase 100 anos que a primeira ligação "móvel" foi feita por Lars Ericsson em 1910 - embora não tenha sido necessariamente sem fio, a Ericsson conectou cabos ao terminal de um poste telefônico para fazer a chamada durante uma viagem. 2007 marca o 60º aniversário da invenção do telefone celular pela AT&T e Bell Laboratories em 1947. Hoje, aproximadamente 37% dos 6,6 bilhões de habitantes do planeta (Serviço de Censo dos EUA) utilizam a tecnologia GSM.
Esses assinantes, que incluem os cerca de 130 milhões de usuários UMTS/HSDPA, representam praticamente 85% do mercado móvel sem fio no mundo. Essa liderança se deve a vários benefícios econômicos e técnicos da família GSM para as operadoras e seus clientes. As tecnologias GSM, que incluem GPRS, EDGE e UMTS/HSDPA, oferecem muitas vantagens em termos de abrangência global, roaming internacional e serviços que outros não conseguem oferecer. Desde maio deste ano, 169 operadoras em 71 países oferecem UMTS, e 117 operadoras em 59 nações implementaram HSDPA, a versão avançada do UMTS. Além disso, praticamente todos os terminais UMTS/HSDPA fabricados hoje usam EDGE como a tecnologia compatível de reserva, permitindo roaming global e a oferta de serviços de dados em alta velocidade.
O HSPA (HSDPA/HSUPA) está pronto para ser a maior tecnologia de banda larga móvel e ultrapassar outros concorrentes até o fim da década, pois aproveita da infra-estrutura existente no GSM e oferece a solução mais eficiente. Quase todas as operadoras GSM/EDGE devem migrar para HSPA no futuro.
"Enquanto outras tecnologias tentam chamar a atenção, o HSPA é implantado no mundo inteiro, mostrando a diferença entre promessas do futuro e o que está disponível hoje. Baseado na imensa base atual, implementações comerciais GSM e o volume de pesquisa e desenvolvimento dos fornecedores, o HSPA deve manter a sua liderança em banda larga por muitos anos", continuou Pearson.
O GSM é a tecnologia número um no mundo, e já demonstra sua posição dominante na América Latina menos de 10 anos depois do seu lançamento, em 1998, atraindo mais 2 milhões de assinantes até o final de 2000, e chegando a 200 milhões em dezembro de 2006. Desde o 1º trimestre de 2007, a família GSM é utilizada por 331 milhões de clientes nas Américas e está disponível em todos os países da região.
Para mais informações, relatórios e estatísticas sobre a família GSM de tecnologias, visite www.3gamericas.org.
Sobre a 3G Americas: Unificando as Américas por meio da Tecnologia Sem Fio
A missão da 3G Americas é promover e facilitar a implementação integrada de GSM e as suas evoluções além de 3G em todo o continente americano. A organização apóia a estratégia de migração tecnológica de Terceira Geração (3G) para UMTS e UMTS/HSPA adotada por muitas operadoras nas Américas. A família GSM de tecnologias representa 85% dos clientes móveis sem fio no mundo. A 3G Americas está sediada em Bellevue no Estado de Washington, com seu escritório para a América Latina e o Caribe em Dallas, Texas. Para mais informações, visite nosso site www.3gamericas.org.
Sobre a Informa Telecoms & Media
A Informa Telecoms & Media é a principal fonte de serviços estratégicos e informações corporativas para os mercados globais de telecomunicações e mídia. Todos os nossos produtos e serviços - desde notícias, análises e previsões de tendências até dados sobre a indústria, eventos personalizados e treinamentos - são motivados pelo nosso conhecimento profundo dos mercados que servimos e o nosso objetivo de ajudar os nossos clientes a tomar as melhores decisões corporativas. www.informatm.com

Ericsson e China Mobile assinam contrato de US$ 1 bilhão

O grupo sueco de telecomunicações Ericsson fechou neste domingo um contrato com a empresa China Mobile para ampliar a rede de telefonia celular em 19 regiões do gigante asiático, avaliado em um US$ 1 bilhão, informou a empresa européia.
O acordo foi assinado em Estocolmo na presença do chefe de Estado chinês, Hu Jintao, que está em visita oficial à Suécia, e do primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt.
A Ericsson fornecerá equipamentos para estações de base e outros elementos da rede de telefonia, assim como apoio técnico e serviços, para ampliar a cobertura da China Mobile.
As informações são da AFP.

Sobre a Tecnologia Bluetooth

Em 1998, cinco empresas (Ericsson, Nokia, IBM, Intel e Toshiba) formaram o consórcio denominado Bluetooth SIG (Special Interest Group) com o objetivo de expandir esta tecnologia, estabelecendo um novo padrão industrial.
O nome Bluetooth foi escolhido em homenagem ao rei da Dinamarca Harald Blatand, que era conhecido como Harald Bluetooth. Esse apelido lhe foi dado por ele possuir uma coloração azulada em seus dentes. O apelido foi usado para esta tecnologia pelo fato de Harald Bluetooth ter ficado conhecido como unificador da Dinamarca, logo o significado de Bluetooth é unificação.
Paraná Shimbum Online – 09/06/2007