Henrique Granadero esteve hoje na Anatel e no Minicom, quando afirmou que não fará oferta hostil pela Telemar.
O presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadero, quer revigorar a Vivo, obtendo novas licenças nas praças de Minas Gerais e Nordeste, e chegar a todos clientes e ambientes com a oferta de serviços convergentes de quadriplay – voz, dados, TV por assinatura e serviço fixo (o qual ainda não disponibiliza no território brasileiro). “Temos uma grande equipe e condições de manter a liderança (no Brasil)”, acentuou..
O executivo concedeu entrevista à imprensa, em Brasília, depois de visitar o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Plínio de Aguiar, e o ministro das Comunicações, Hélio Costa, esta tarde. Na Anatel, manifestou sua preocupação em obter as novas licenças, que permitirão à Vivo atuar em todo território brasileiro, por meio da realização de licitação de freqüências disponíveis em todo o território nacional. Ao ministro Hélio Costa, ele reafirmou a importância que a presença aqui representa para os negócios da PT.
“Só Minas tem 39 milhões de habitantes – é um mercado muito importante”, lembrou, de olho numa possível oferta, em breve, pela Anatel, das sobras de freqüências de segunda geração (no Nordeste) e de bandas antes destinadas ao serviço fixo sem fio (WLL), em Minas. Granadero apressou-se em desmentir, no entanto, que tenha feito oferta pela OiTelemar, embora afirme ser estratégico para o grupo, a análise de investimentos no Brasil, bem como na África – continente que afirma estar em vias de um grande crescimento. A informação de que ele teria uma proposta pela Telemar foi veiculada pelo jornal português Diário Econômico de hoje..
“A informação de oferta é falsa - nunca faremos uma oferta (pública de ações/OPA) hostil à ‘Portugal Telemar’. Para se dançar o tango, é preciso dois. Só faremos oferta, se houver alguma evolução que resultar da vontade dos acionistas majoritários da PT e da Telemar”, afirmou . O ato falho que o fez criar a ‘Portugal Telemar’ provocou risos entre os jornalistas e levou Granadero a pedir para que considerassem o deslize “hora do recreio”. Mas foi o uso da palavra “evolução” que o fez demonstrar, de fato, pode haver negociações em andamento entre PT e Telemar..
Granadero mostrou-se irritado ao comentar a visão da sua sócia na Vivo, a Telefônica, ao se auto-intitular “compradora natural” da parte portuguesa na operadora móvel. Alegou que a PT tem a mesma participação da Telefônica na Vivo e que o euro português tem o mesmo valor do espanhol. Ou seja, a PT não descarta interesse no negócio que a Telefônica considera já definido como seu.
O executivo negou-se a comentar a sociedade recém formada entre a Telefônica e a Telecom Itália, embora o negócio possa a vir gerar contestação regulatória que prejudique os próprios portugueses, visto que Vivo e TIM detêm juntas 54¨% do mercado móvel brasileiro. Ele evitou avaliar a possível concentração que o negócio representa. “Esse assunto é com a Anatel e respeitaremos a decisão do regulador”.