quinta-feira, 31 de maio de 2007

Site brasileiro localiza endereços em fotos de satélite



Função vale ainda para pontos geográficos como lagos e endereços por CEP
Alexandre Barbosa







SÃO PAULO - O site brasileiro Geobusca.net, que permite consultar e compartilhar coordenadas geográficas em aparelhos GPS via Web, lançou uma nova função que permite visualizar fotos de satélite a partir do código de endereço postal-CEP ou mesmo por meio de um endereço completo.

Nomes de cidades, de rodovias, siglas e quaisquer outros elementos mostrados nos mapas, como Lago Paranoá, são aceitos plenamente para a busca. Além de endereços, completos ou parciais, o sistema aceita um CEP, como 85816-200, Brasil. Caso o endereço digitado tenha ambigüidades, como Av. São João 100, o GeoBusca mostrará uma lista com opções.

O diferencial é que o GeoBusca mostra as coordenadas geográficas do local escolhido (latitude e longitude) para que o usuário possa usá-las em outros sistemas de geoprocessamento. Depois de localizado, o ponto também pode ser marcado na base do GeoBusca, de modo a compartilhá-lo com os demais visitantes. A empresa usa funcionalidades do Google Maps para a visualização de imagens de satélite.

A canadense Mitel entra na disputa pelo mercado brasileiro de plataformas IP

A meta da companhia é conquistar 10% de market share no prazo de três anos
A canadense Mitel entrou na disputa pelo mercado brasileiro de plataformas IP. A empresa anunciou nesta quarta-feira, 30, a abertura de uma subsidiária brasileira, no Rio de Janeiro, e planeja inaugurar a representação em São Paulo ainda este ano. O comando das operações no Brasil está a cargo de Paulo Ricardo Pinto, executivo que já ocupou cargos em empresas como Newbridge Networks, Gilat e Motorola, entre outras.
Segundo ele, o foco da Mitel no país será as pequenas e médias empresas, especialmente nas verticais governo, setor financeiro, varejo, escolas, hospitais e hotéis. A meta é ambiciosa: conquistar 10% de market share nas vendas de sistemas IP no prazo de três anos. “O líder tem hoje 16%”, diz Pinto, referindo-se à Cisco. O mercado conta ainda com soluções da Nortel, Siemens, Avaya e Alcatel, entre outros fornecedores. “Trata-se de um mercado em franco crescimento,com espaço para novos fornecedores”, acredita o executivo. Citando números do Gartner, ele projeta para este ano a venda de cerca de 300 mil terminais IP no Brasil, o triplo do volume comercializado no ano passado.
No escritório do Rio, a Mitel instalou também o seu centro de soluções, onde o cliente pode ver e testar todos os equipamentos da empresa. As vendas devem ocorrer por meio de parceiros. Dois deles – a Seal Telecom e a Agora Telecom – já fecharam os acordos de distribuição. Segundo Pinto, a Mitel deve trabalhar com cinco ou seis grandes distribuidores, que comprarão os equipamentos direto do Canadá. A subsidiária brasileira atuará como suporte na pré e na pós venda, sem intermediar a venda das plataformas.
As soluções da Mitel incluem aplicações horizontais para contact centers, soluções de mobilidade, soluções para teletrabalho, comunicações unificadas de voz, sistema de messaging, vídeo conferência IP e comunicação wireless, assim como o portfólio de soluções de processamento de chamadas em dispositivos de atendimento ou desktops. Com sede em Ottawa, no Canadá, a empresa conta com escritórios e representantes em mais de 90 países.

Portugal Telecom quer fortalecer Vivo e ofertar serviços quadriplay

Henrique Granadero esteve hoje na Anatel e no Minicom, quando afirmou que não fará oferta hostil pela Telemar.
O presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadero, quer revigorar a Vivo, obtendo novas licenças nas praças de Minas Gerais e Nordeste, e chegar a todos clientes e ambientes com a oferta de serviços convergentes de quadriplay – voz, dados, TV por assinatura e serviço fixo (o qual ainda não disponibiliza no território brasileiro). “Temos uma grande equipe e condições de manter a liderança (no Brasil)”, acentuou..
O executivo concedeu entrevista à imprensa, em Brasília, depois de visitar o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Plínio de Aguiar, e o ministro das Comunicações, Hélio Costa, esta tarde. Na Anatel, manifestou sua preocupação em obter as novas licenças, que permitirão à Vivo atuar em todo território brasileiro, por meio da realização de licitação de freqüências disponíveis em todo o território nacional. Ao ministro Hélio Costa, ele reafirmou a importância que a presença aqui representa para os negócios da PT.
“Só Minas tem 39 milhões de habitantes – é um mercado muito importante”, lembrou, de olho numa possível oferta, em breve, pela Anatel, das sobras de freqüências de segunda geração (no Nordeste) e de bandas antes destinadas ao serviço fixo sem fio (WLL), em Minas. Granadero apressou-se em desmentir, no entanto, que tenha feito oferta pela OiTelemar, embora afirme ser estratégico para o grupo, a análise de investimentos no Brasil, bem como na África – continente que afirma estar em vias de um grande crescimento. A informação de que ele teria uma proposta pela Telemar foi veiculada pelo jornal português Diário Econômico de hoje..
“A informação de oferta é falsa - nunca faremos uma oferta (pública de ações/OPA) hostil à ‘Portugal Telemar’. Para se dançar o tango, é preciso dois. Só faremos oferta, se houver alguma evolução que resultar da vontade dos acionistas majoritários da PT e da Telemar”, afirmou . O ato falho que o fez criar a ‘Portugal Telemar’ provocou risos entre os jornalistas e levou Granadero a pedir para que considerassem o deslize “hora do recreio”. Mas foi o uso da palavra “evolução” que o fez demonstrar, de fato, pode haver negociações em andamento entre PT e Telemar..
Granadero mostrou-se irritado ao comentar a visão da sua sócia na Vivo, a Telefônica, ao se auto-intitular “compradora natural” da parte portuguesa na operadora móvel. Alegou que a PT tem a mesma participação da Telefônica na Vivo e que o euro português tem o mesmo valor do espanhol. Ou seja, a PT não descarta interesse no negócio que a Telefônica considera já definido como seu.
O executivo negou-se a comentar a sociedade recém formada entre a Telefônica e a Telecom Itália, embora o negócio possa a vir gerar contestação regulatória que prejudique os próprios portugueses, visto que Vivo e TIM detêm juntas 54¨% do mercado móvel brasileiro. Ele evitou avaliar a possível concentração que o negócio representa. “Esse assunto é com a Anatel e respeitaremos a decisão do regulador”.

Portugueses reafirmam interesse no Brasil e em leilão de 3G

O presidente da Portugal Telecom (PT), Henrique Granadeiro, disse ontem que o Brasil é estratégico para a empresa, a qual não pretende deixar o País. Granadeiro visitou ontem, em Brasília, autoridades da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o ministro das Comunicações, Hélio Costa. Em entrevista coletiva, o executivo informou que conversou sobre o interesse da PT no leilão de licenças para os mercados de Minas Gerais e dos Estados do Nordeste, a ser agendado pela Anatel, e no desenvolvimento da terceira geração de tecnologia de telefonia móvel no Brasil (3G).
A Portugal Telecom é sócia da Telefónica na Vivo. "Estamos muito interessados no leilão. A idéia que ficou é que o leilão ocorrerá muito em breve", disse Granadeiro, depois do encontro com as autoridades brasileiras.
"Convergência hoje significa mobilidade e queremos dar condições de igualdade a nossos clientes em relação os clientes das outras operadoras. Precisamos começar a operar nesses Estados."
A fim de cumprir o compromisso de manter a PT em solo brasileiro, Granadeiro mostrou disposição em comprar a parte da Telefônica na Vivo. E também desmentiu que a PT tentou adquirir a Oi-Telemar ou que fará uma oferta hostil pela operadora. Ponderou, no entanto, que o negócio pode ser realizado se os acionistas da Oi tiverem interesse. No que chamou de "gafe" e "lapso", chamou diversas vezes a Telemar de "Portugal Telemar".
"Nos negócios, as possibilidades são infinitas. Para dançar um tango, é preciso que dois queiram dançar", afirmou o executivo.
O presidente da Portugal Telecom se negou a comentar a compra de parte da Telecom Italia pela Telefônica, sua sócia na Vivo. Alegou que a definição da Anatel sobre a legalidade do negócio no Brasil é um "problema" da Telefónica.
"Vamos respeitar a decisão da Anatel."
Em seguida, disse que considera errada a teoria de que a Telefónica é compradora natural da participação da PT na Vivo. "Não tem qualquer sustentação dos pontos de vista econômico e da evolução do negócio. Temos exatamente a mesma participação na Vivo", disse o executivo. "Como se trata de dinheiro, não vejo que os euros espanhóis tenham mais valor que os euros portugueses."
Granadeiro reconheceu que a Vivo enfrentou problemas no ano passado, os quais foram solucionados com o investimento na rede GSM e com a unificação de sistemas. Com as medidas, assegurou, a empresa voltou a conquistar clientes. O executivo disse que, apesar do crescimento das rivais, acredita que a Vivo se manterá na liderança do mercado.

Redes 3G ultrapassam 100 milhões de assinantes

Segundo o relatório trimestral da Informa Telecoms & Media, divulgado pela 3G Américas, o número de assinantes de serviços de terceira geração baseados na tecnologia UMTS/HSDPA atingiu 117 milhões. Atualmente, segundo a entidade, 167 redes em 69 países utilizam a tecnologia, sendo que, dos 172 milhões de assinantes 3G no mundo, 68% utilizam a UMTS/HSDPA.
O maior crescimento de UMTS/HSDPA no trimestre acorreu nos EUA e no Canadá, onde o UMTS registrou o crescimento de 614%, saltando de 350 mil assinantes para 2,5 milhões até março, de acordo com a 3G Américas. Segundo a entidade, no período compreendido entre março de 2006 e março deste ano, 538 milhões de novas adições GSM/UMTS foram registradas mundialmente. No mesmo período, o GSM cresceu a sua base de assinantes na América Latina e no Caribe de 80 milhões para um total de 231 milhões. A participação de mercado regional do GSM na região, segundo a 3G Américas, continua crescendo, subindo de 59% em março de 2006 para praticamente 71% no mesmo mês deste ano.

Bancos querem usar a TV digital interativa

O setor bancário faz planos para usar a interatividade da TV digital, apesar de o governo ter anunciado na segunda-feira que o sistema deve estrear em dezembro sem serviços interativos. 'O banco eletrônico via televisão é totalmente viável', afirmou Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
A interatividade plena depende da conexão do conversor, que transforma o sinal digital em analógico, a um serviço de telecomunicações, que pode ser o telefone fixo, uma conexão de banda larga ou o celular. Durante o evento Ciab Febraban 2007, que decorre de 13 a 15 de junho, em São Paulo, duas empresas, a Hirix e a Partec, vão apresentar serviços de banco eletrônico via TV digital.

Nokia e IBM entram na onda de demissões

Robert Cringley, do portal da PBS, revela rumores de que a IBM estaria planejando a demissão de 150 mil funcionários nos Estados Unidos até o final do seu ano fiscal. Um projeto da IBM chamado LEAN culminou com a demissão de 1,3 mil na última semana, mas isso seria apenas o prelúdio para uma reestruturação com processo massivo de demissões na divisão Global Services da IBM, garante Cringely, citando fontes anônimas de dentro da empresa. O corte de vagas está relacionado com o crescente aumento da confiança da IBM no outsourcing para Índia e China, defende o artigo. O porta-voz da IBM, Jeff Couture, disse que não espera comentário da companhia sobre as possíveis demissões. “Basicamente, nós não comentamos rumores”, disse Couture. A Nokia Siemens Networks segue a conta, apesar de menor número, e confirmou que pretende demitir 9 mil funcionários ao longo dos próximos quatro anos, estratégia em linha com os planos de redução de 10% a 15% da força de trabalho, já anunciados no ano passado.