América Móvil, criada em setembro de 2000 como um spin-off da Telmex, se expandiu para a América Latina e assumiu a liderança na Região com 123 milhões de celulares no 1º trimestre de 2007 (1T07).
Com muita disposição para crescer a América Móvil está presente também no mercado dos EUA onde possui a maior MVNO do país, a TracFone, que oferece pré pago com cobertura nacional e encerrou o 1T07 com 8,2 milhões de celulres.
O crescimento da América Móvil nestes anos foi alimentado por aquisições que levaram a operadora a estar presente em 15 países da América Latina (Mais detalhes).
No Brasil, A América Móvil, onde adotou a marca Claro, adquiriu 6 das 10 operadoras de Banda B, inclusive a BCP em São Paulo em 2003, última a ser adquirida. A partir desta data, sem novos alvos para aquisições, a Claro passou a crescer de forma orgânica, tendo adquirido licenças nas Bandas D e E.
Em 2005 surgiu a oportunidade de comprar a Telemig e Amazônia Celular, mas o processo foi suspenso devido ao conflito societário entre o Opportunity e Citi/Fundos (mais detalhes).
Em 2006 a América Móvil tentou comprar a Tim no Brasil, possibilidade esta bloqueada pela entrada da Telefonica no grupo de controle da Telecom Italia, em 2007.
Com a troca de direção na Telemig e Amazônia Celular em Set/06, a venda destas operadoras foi colocada em pauta novamente. Caso viesse a adquirir a Telemig e Amazônia Celular, a Claro passaria a ter cobertura nacional e assumiria a liderança em market share de celulares no Brasil.
Esta aquisição ajudaria também a melhorar a margem Ebitda da Claro de 27,4% para 28,6% (1T07) e aumentaria seu revenue share para 26,8%, atrás ainda de Vivo e a Tim.
Concretizada a aquisição da Telemig Celular, a Claro seria obrigada a devolver sua autorização de Banda E em Minas Gerais, mas manteria os clientes.
A Vivo deve disputar com a Claro o controle da Telemig Celular. Esta aquisição preencheria uma lacuna importante na área de atendimento da Vivo (Minas Gerais) e lhe garantia uma liderança mais folgada em market share e receita de celular no Brasil. A entrada da Telefonica no grupo de controle da Telecom Italia, pode, no entanto, ter esfriado um pouco o apetite da operadora em relação a esta aquisição.
Finalmente, uma opção que não pode ser descartada, seria, em um cenário de fusão de Oi e BrT, a Telemig e a Amazônia serem incorporadas por este novo grupo, o que o levaria a 20 milhões de celulares, consolidando forte posição no mercado, faltando apenas a cobertura em São Paulo para atingir o patamar dos líderes.
O Valor de Mercado da Telemig Participações em Abr/07 era de R$ 2.113 milhões e o da Tele Norte Celular (Amaz) R$ 222 milhões.
Diante deste quadro pergunta-se:
Quem vai comprar a Telemig e a Amazônia Celular?
Como a entrada da Telefonica na Telecom Italia influencia esta operação?
A Claro vai brigar pela liderança do celular no Brasil?
Como a licença da Unicel em SP pode influenciar o futuro do mercado de celular?
A quem pode interessar uma licença nacional de 3G, quando licitada?
Comente!
Fonte : Teleco.com.br
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário