quinta-feira, 31 de maio de 2007

A notícia de compra da Oi pela PT

Enquanto a Telefónica tenta unir Vivo e TIM, a Portugal Telecom dá a volta com a Oi. A compra da Oi-Telemar pela Portugal Telecom, como foi noticiado ontem pelo jornal português Diário Econômico, faz todo sentido para as fontes do setor ouvidas por este jornal, embora as duas companhias tenham negado oficialmente a ocorrência.
Em primeiro lugar, não se trata de nenhuma novidade. Dois anos depois da privatização da Telebrás, portanto em 2000, as consultorias especializadas já se debruçavam sobre cenários que envolviam a compra de uma operadora fixa pelo grupo português, cujo passo seguinte foi se associar à Telefônica a fim de dar abrangência nacional à sua holding de telefonia celular Brasilcel, que se transformou em Vivo.
Mais recentemente, a hipótese ganhou novo fôlego com o discurso explícito e recorrente da Telefónica, na pessoa de seu principal executivo, César Alierta, no sentido de assumir o controle integral da Vivo, adquirindo a metade da sócia PT.
O envolvimento da espanhola na disputa pelo território latino empreendida com o grupo mexicano Telmex de Carlos Slim Helu é outro fator que corrobora para a hipótese de compra da Vivo e posterior negociação de outra operadora pela PT.
Circula nos bastidores a versão de que um valor de referência para a compra de metade da Vivo já foi acordado há um mês e meio entre as duas corporações européias e que a transação propriamente dita vai acontecer assim que a Portugal Telecom conseguir fechar uma proposta de compra da Oi, como noticiou o jornal português ontem.
Em contato com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, ontem em Brasília, o presidente da PT, Henrique Granadeiro, afirmou que não fará nunca uma oferta hostil, mas que não tem nada contra um acordo (ver matéria ao lado).
É fato também que a reação da PT à OPA (oferta hostil de aquisição) pelo grupo Sonaecom acabou impondo gastos elevados ao grupo português, na forma de investimentos, e que sua situação de caixa exigiria uma troca de ativos ao invés de uma aquisição pura e simples. Granadeiro nega esta versão (ver matéria ao lado).
Enquanto isso, a Telefónica nega ingerência na recém-adquirida Telecom Italia e tenta, no Brasil, encontrar um "pau de sinuca de dois bicos", como se diz popularmente, para manter Vivo e TIM sob seu controle. Além de afirmar publicamente que o porcentual de participação é pequeno para que seu poder respingue na operação da TIM no País, a Telefônica ficou de entregar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um documento em que seus parceiros na negociação da operadora italiana - os bancos italianos - e a própria Telecom Italia -, garantam expressamente que não haverá interferência na TIM.
Para a corretora Ativa, a Oi representa desembolso muito elevado para a PT, uma vez que seu valor patrimonial gira em torno de R$ 18,4 bilhões, enquanto que 50% da Vivo atingiriam R$ 3,5 bilhões. Neste caso, uma oferta mista com ações viria a calhar.

Um comentário:

Neto alemão disse...

Briga entre concorrentes ou pura especulação ?
Depois que anunciaram q a Claro vai comprar a Telemig todo mundo ta resolvendo comprar todo mundo ... masssssss se isso for verdade todas no grafico vão subir e a claro vai ficar maior q a vivo diz alguns estudos por ia !!!

isso é bom para nós, pois a disputa das gigantes fariam q os preços caiam pela tal concorrencia