quinta-feira, 31 de maio de 2007

A canadense Mitel entra na disputa pelo mercado brasileiro de plataformas IP

A meta da companhia é conquistar 10% de market share no prazo de três anos
A canadense Mitel entrou na disputa pelo mercado brasileiro de plataformas IP. A empresa anunciou nesta quarta-feira, 30, a abertura de uma subsidiária brasileira, no Rio de Janeiro, e planeja inaugurar a representação em São Paulo ainda este ano. O comando das operações no Brasil está a cargo de Paulo Ricardo Pinto, executivo que já ocupou cargos em empresas como Newbridge Networks, Gilat e Motorola, entre outras.
Segundo ele, o foco da Mitel no país será as pequenas e médias empresas, especialmente nas verticais governo, setor financeiro, varejo, escolas, hospitais e hotéis. A meta é ambiciosa: conquistar 10% de market share nas vendas de sistemas IP no prazo de três anos. “O líder tem hoje 16%”, diz Pinto, referindo-se à Cisco. O mercado conta ainda com soluções da Nortel, Siemens, Avaya e Alcatel, entre outros fornecedores. “Trata-se de um mercado em franco crescimento,com espaço para novos fornecedores”, acredita o executivo. Citando números do Gartner, ele projeta para este ano a venda de cerca de 300 mil terminais IP no Brasil, o triplo do volume comercializado no ano passado.
No escritório do Rio, a Mitel instalou também o seu centro de soluções, onde o cliente pode ver e testar todos os equipamentos da empresa. As vendas devem ocorrer por meio de parceiros. Dois deles – a Seal Telecom e a Agora Telecom – já fecharam os acordos de distribuição. Segundo Pinto, a Mitel deve trabalhar com cinco ou seis grandes distribuidores, que comprarão os equipamentos direto do Canadá. A subsidiária brasileira atuará como suporte na pré e na pós venda, sem intermediar a venda das plataformas.
As soluções da Mitel incluem aplicações horizontais para contact centers, soluções de mobilidade, soluções para teletrabalho, comunicações unificadas de voz, sistema de messaging, vídeo conferência IP e comunicação wireless, assim como o portfólio de soluções de processamento de chamadas em dispositivos de atendimento ou desktops. Com sede em Ottawa, no Canadá, a empresa conta com escritórios e representantes em mais de 90 países.

Portugal Telecom quer fortalecer Vivo e ofertar serviços quadriplay

Henrique Granadero esteve hoje na Anatel e no Minicom, quando afirmou que não fará oferta hostil pela Telemar.
O presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadero, quer revigorar a Vivo, obtendo novas licenças nas praças de Minas Gerais e Nordeste, e chegar a todos clientes e ambientes com a oferta de serviços convergentes de quadriplay – voz, dados, TV por assinatura e serviço fixo (o qual ainda não disponibiliza no território brasileiro). “Temos uma grande equipe e condições de manter a liderança (no Brasil)”, acentuou..
O executivo concedeu entrevista à imprensa, em Brasília, depois de visitar o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Plínio de Aguiar, e o ministro das Comunicações, Hélio Costa, esta tarde. Na Anatel, manifestou sua preocupação em obter as novas licenças, que permitirão à Vivo atuar em todo território brasileiro, por meio da realização de licitação de freqüências disponíveis em todo o território nacional. Ao ministro Hélio Costa, ele reafirmou a importância que a presença aqui representa para os negócios da PT.
“Só Minas tem 39 milhões de habitantes – é um mercado muito importante”, lembrou, de olho numa possível oferta, em breve, pela Anatel, das sobras de freqüências de segunda geração (no Nordeste) e de bandas antes destinadas ao serviço fixo sem fio (WLL), em Minas. Granadero apressou-se em desmentir, no entanto, que tenha feito oferta pela OiTelemar, embora afirme ser estratégico para o grupo, a análise de investimentos no Brasil, bem como na África – continente que afirma estar em vias de um grande crescimento. A informação de que ele teria uma proposta pela Telemar foi veiculada pelo jornal português Diário Econômico de hoje..
“A informação de oferta é falsa - nunca faremos uma oferta (pública de ações/OPA) hostil à ‘Portugal Telemar’. Para se dançar o tango, é preciso dois. Só faremos oferta, se houver alguma evolução que resultar da vontade dos acionistas majoritários da PT e da Telemar”, afirmou . O ato falho que o fez criar a ‘Portugal Telemar’ provocou risos entre os jornalistas e levou Granadero a pedir para que considerassem o deslize “hora do recreio”. Mas foi o uso da palavra “evolução” que o fez demonstrar, de fato, pode haver negociações em andamento entre PT e Telemar..
Granadero mostrou-se irritado ao comentar a visão da sua sócia na Vivo, a Telefônica, ao se auto-intitular “compradora natural” da parte portuguesa na operadora móvel. Alegou que a PT tem a mesma participação da Telefônica na Vivo e que o euro português tem o mesmo valor do espanhol. Ou seja, a PT não descarta interesse no negócio que a Telefônica considera já definido como seu.
O executivo negou-se a comentar a sociedade recém formada entre a Telefônica e a Telecom Itália, embora o negócio possa a vir gerar contestação regulatória que prejudique os próprios portugueses, visto que Vivo e TIM detêm juntas 54¨% do mercado móvel brasileiro. Ele evitou avaliar a possível concentração que o negócio representa. “Esse assunto é com a Anatel e respeitaremos a decisão do regulador”.

Portugueses reafirmam interesse no Brasil e em leilão de 3G

O presidente da Portugal Telecom (PT), Henrique Granadeiro, disse ontem que o Brasil é estratégico para a empresa, a qual não pretende deixar o País. Granadeiro visitou ontem, em Brasília, autoridades da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o ministro das Comunicações, Hélio Costa. Em entrevista coletiva, o executivo informou que conversou sobre o interesse da PT no leilão de licenças para os mercados de Minas Gerais e dos Estados do Nordeste, a ser agendado pela Anatel, e no desenvolvimento da terceira geração de tecnologia de telefonia móvel no Brasil (3G).
A Portugal Telecom é sócia da Telefónica na Vivo. "Estamos muito interessados no leilão. A idéia que ficou é que o leilão ocorrerá muito em breve", disse Granadeiro, depois do encontro com as autoridades brasileiras.
"Convergência hoje significa mobilidade e queremos dar condições de igualdade a nossos clientes em relação os clientes das outras operadoras. Precisamos começar a operar nesses Estados."
A fim de cumprir o compromisso de manter a PT em solo brasileiro, Granadeiro mostrou disposição em comprar a parte da Telefônica na Vivo. E também desmentiu que a PT tentou adquirir a Oi-Telemar ou que fará uma oferta hostil pela operadora. Ponderou, no entanto, que o negócio pode ser realizado se os acionistas da Oi tiverem interesse. No que chamou de "gafe" e "lapso", chamou diversas vezes a Telemar de "Portugal Telemar".
"Nos negócios, as possibilidades são infinitas. Para dançar um tango, é preciso que dois queiram dançar", afirmou o executivo.
O presidente da Portugal Telecom se negou a comentar a compra de parte da Telecom Italia pela Telefônica, sua sócia na Vivo. Alegou que a definição da Anatel sobre a legalidade do negócio no Brasil é um "problema" da Telefónica.
"Vamos respeitar a decisão da Anatel."
Em seguida, disse que considera errada a teoria de que a Telefónica é compradora natural da participação da PT na Vivo. "Não tem qualquer sustentação dos pontos de vista econômico e da evolução do negócio. Temos exatamente a mesma participação na Vivo", disse o executivo. "Como se trata de dinheiro, não vejo que os euros espanhóis tenham mais valor que os euros portugueses."
Granadeiro reconheceu que a Vivo enfrentou problemas no ano passado, os quais foram solucionados com o investimento na rede GSM e com a unificação de sistemas. Com as medidas, assegurou, a empresa voltou a conquistar clientes. O executivo disse que, apesar do crescimento das rivais, acredita que a Vivo se manterá na liderança do mercado.

Redes 3G ultrapassam 100 milhões de assinantes

Segundo o relatório trimestral da Informa Telecoms & Media, divulgado pela 3G Américas, o número de assinantes de serviços de terceira geração baseados na tecnologia UMTS/HSDPA atingiu 117 milhões. Atualmente, segundo a entidade, 167 redes em 69 países utilizam a tecnologia, sendo que, dos 172 milhões de assinantes 3G no mundo, 68% utilizam a UMTS/HSDPA.
O maior crescimento de UMTS/HSDPA no trimestre acorreu nos EUA e no Canadá, onde o UMTS registrou o crescimento de 614%, saltando de 350 mil assinantes para 2,5 milhões até março, de acordo com a 3G Américas. Segundo a entidade, no período compreendido entre março de 2006 e março deste ano, 538 milhões de novas adições GSM/UMTS foram registradas mundialmente. No mesmo período, o GSM cresceu a sua base de assinantes na América Latina e no Caribe de 80 milhões para um total de 231 milhões. A participação de mercado regional do GSM na região, segundo a 3G Américas, continua crescendo, subindo de 59% em março de 2006 para praticamente 71% no mesmo mês deste ano.

Bancos querem usar a TV digital interativa

O setor bancário faz planos para usar a interatividade da TV digital, apesar de o governo ter anunciado na segunda-feira que o sistema deve estrear em dezembro sem serviços interativos. 'O banco eletrônico via televisão é totalmente viável', afirmou Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
A interatividade plena depende da conexão do conversor, que transforma o sinal digital em analógico, a um serviço de telecomunicações, que pode ser o telefone fixo, uma conexão de banda larga ou o celular. Durante o evento Ciab Febraban 2007, que decorre de 13 a 15 de junho, em São Paulo, duas empresas, a Hirix e a Partec, vão apresentar serviços de banco eletrônico via TV digital.

Nokia e IBM entram na onda de demissões

Robert Cringley, do portal da PBS, revela rumores de que a IBM estaria planejando a demissão de 150 mil funcionários nos Estados Unidos até o final do seu ano fiscal. Um projeto da IBM chamado LEAN culminou com a demissão de 1,3 mil na última semana, mas isso seria apenas o prelúdio para uma reestruturação com processo massivo de demissões na divisão Global Services da IBM, garante Cringely, citando fontes anônimas de dentro da empresa. O corte de vagas está relacionado com o crescente aumento da confiança da IBM no outsourcing para Índia e China, defende o artigo. O porta-voz da IBM, Jeff Couture, disse que não espera comentário da companhia sobre as possíveis demissões. “Basicamente, nós não comentamos rumores”, disse Couture. A Nokia Siemens Networks segue a conta, apesar de menor número, e confirmou que pretende demitir 9 mil funcionários ao longo dos próximos quatro anos, estratégia em linha com os planos de redução de 10% a 15% da força de trabalho, já anunciados no ano passado.

A notícia de compra da Oi pela PT

Enquanto a Telefónica tenta unir Vivo e TIM, a Portugal Telecom dá a volta com a Oi. A compra da Oi-Telemar pela Portugal Telecom, como foi noticiado ontem pelo jornal português Diário Econômico, faz todo sentido para as fontes do setor ouvidas por este jornal, embora as duas companhias tenham negado oficialmente a ocorrência.
Em primeiro lugar, não se trata de nenhuma novidade. Dois anos depois da privatização da Telebrás, portanto em 2000, as consultorias especializadas já se debruçavam sobre cenários que envolviam a compra de uma operadora fixa pelo grupo português, cujo passo seguinte foi se associar à Telefônica a fim de dar abrangência nacional à sua holding de telefonia celular Brasilcel, que se transformou em Vivo.
Mais recentemente, a hipótese ganhou novo fôlego com o discurso explícito e recorrente da Telefónica, na pessoa de seu principal executivo, César Alierta, no sentido de assumir o controle integral da Vivo, adquirindo a metade da sócia PT.
O envolvimento da espanhola na disputa pelo território latino empreendida com o grupo mexicano Telmex de Carlos Slim Helu é outro fator que corrobora para a hipótese de compra da Vivo e posterior negociação de outra operadora pela PT.
Circula nos bastidores a versão de que um valor de referência para a compra de metade da Vivo já foi acordado há um mês e meio entre as duas corporações européias e que a transação propriamente dita vai acontecer assim que a Portugal Telecom conseguir fechar uma proposta de compra da Oi, como noticiou o jornal português ontem.
Em contato com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, ontem em Brasília, o presidente da PT, Henrique Granadeiro, afirmou que não fará nunca uma oferta hostil, mas que não tem nada contra um acordo (ver matéria ao lado).
É fato também que a reação da PT à OPA (oferta hostil de aquisição) pelo grupo Sonaecom acabou impondo gastos elevados ao grupo português, na forma de investimentos, e que sua situação de caixa exigiria uma troca de ativos ao invés de uma aquisição pura e simples. Granadeiro nega esta versão (ver matéria ao lado).
Enquanto isso, a Telefónica nega ingerência na recém-adquirida Telecom Italia e tenta, no Brasil, encontrar um "pau de sinuca de dois bicos", como se diz popularmente, para manter Vivo e TIM sob seu controle. Além de afirmar publicamente que o porcentual de participação é pequeno para que seu poder respingue na operação da TIM no País, a Telefônica ficou de entregar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um documento em que seus parceiros na negociação da operadora italiana - os bancos italianos - e a própria Telecom Italia -, garantam expressamente que não haverá interferência na TIM.
Para a corretora Ativa, a Oi representa desembolso muito elevado para a PT, uma vez que seu valor patrimonial gira em torno de R$ 18,4 bilhões, enquanto que 50% da Vivo atingiriam R$ 3,5 bilhões. Neste caso, uma oferta mista com ações viria a calhar.