O rádio faz parte de minha vida. Continuo ouvindo rádio todos os dias, mesmo depois da chegada da TV, do computador e da internet. Para 95% da população brasileira, rádio é informação, entretenimento, serviço e cultura.
Do ponto de vista tecnológico, contudo, o rádio vive um processo de obsolescência, em especial em ondas médias (OM) e amplitude modulada (AM) e passa por um momento de transição entre os velhos padrões analógicos e as novas promessas da digitalização.
Apenas em freqüência modulada (FM) o rádio tem boa qualidade.
Por que digitalizar o rádio? Por muitas razões, mas, principalmente, porque esse avanço tecnológico melhora a qualidade das recepções, possibilita a convergência com outros meios e tecnologias, abre perspectivas de interatividade, de maior estabilidade nas transmissões, de economia de espectro de freqüências e de incontáveis aplicações.
O DESAFIO
Concretizar esse projeto, no entanto, tem sido um dos maiores desafios para todos os países que se decidiram a digitalizar sua radiodifusão sonora.
O Brasil está, em princípio, aberto aos testes com todos os padrões disponíveis no mundo.
Na prática, contudo, apenas o Iboc (In Band on Channel), criado pela empresa norte-americana Ibiquity, está sendo testado por uma dúzia de emissoras em todo o País, tanto em AM como em FM.
O DRM (Digital Radio Mondiale), em desenvolvimento por um consórcio europeu, deverá ser o próximo, seguido do padrão japonês, compatível com o sistema de TV Digital adotado pelo País.
A proposta do Iboc é vantajosa, pois evita a duplicação de faixas de freqüências e permite que os receptores de rádio analógicos sobrevivam por mais dez ou 15 anos. Mas, depois de quase dois anos, os resultados dos testes do Iboc no Brasil ainda estão longe de ser satisfatórios.
Dou aqui meu depoimento pessoal, pois utilizo dois receptores de rádio digital, um em meu carro e outro no de minha mulher, para avaliação das emissoras de AM e FM. Além disso, tenho ouvido muitos especialistas sobre o tema. Todos reconhecem os problemas. Nas emissoras, contudo, raros são os que se dispõem a falar dos testes.
TESTES DE AM
Comecemos pelo pior caso, que é o das transmissões em AM. Na expressão de um técnico, 'a qualidade do rádio digital é ótima, desde que funcione.' Na verdade, ele funciona de modo razoável apenas durante algumas horas por dia, vencendo com dificuldade os problemas de poluição radioelétrica que dominam a Grande São Paulo. São motores elétricos, 6 milhões de veículos, indústrias, 7 milhões de celulares, emissoras de alta potência e 15 mil rádios piratas.
Tudo isso torna a Capital e os 37 municípios vizinhos um verdadeiro inferno para a propagação de sinais analógicos ou digitais.
À noite, a situação se torna ainda mais problemática, porque aumenta a reflexão das ondas na ionosfera, mudando sensivelmente o comportamento dos sinais em AM, causando interferências em rádios distantes. Para as emissoras analógicas, a solução nas últimas décadas era reduzir a potência do sinal à metade. Mas nos testes do Iboc, com sinal analógico e digital, surgem novos problemas e a qualidade torna-se inaceitável.
Nas transmissões em FM, enfrento outro problema desconfortável: a alternância de sintonia entre os sinais digital e analógico, tendo de ouvir a transmissão digital com atraso (delay) de 8 segundos, o que causa a repetição e o corte de trechos da informação, seja música ou notícia, em pontos de sombra da Grande São Paulo. Resta-me desligar o sintonizador digital e só ouvir a transmissão analógica.
QUE FAZER?
Nos Estados Unidos, o processo de digitalização tem sido lento. De um total de 15 mil emissoras, pouco mais de mil estão transmitindo efetivamente com a tecnologia Iboc. Muitas das rádios AM desligam o sistema digital à noite.
Do lado das emissoras brasileiras, caso seja adotado o sistema Iboc - como querem lobistas em Brasília -, é essencial que a tecnologia esteja exaustivamente testada e plenamente amadurecida. Isso talvez possa ocorrer daqui a um ou dois anos.
Resta ainda o desafio econômico para as emissoras. Como mais de 80% das 5 mil rádios brasileiras são relativamente pobres ou deficitárias, poucas terão como investir de US$ 50 mil a US$ 200 mil (R$ 100 mil a R$ 400 mil), em novos equipamentos.
Mais difícil ainda é o lado dos ouvintes. Até aqui, a indústria brasileira não tem plano definido para a fabricação de receptores digitais. Não será fácil convencer a maioria dos ouvintes a pagar o equivalente de US$ 100 a US$ 200 (R$ 200 a R$ 400) por um novo receptor - faixa de preço desses aparelhos nos Estados Unidos, onde já existe razoável escala, em especial para rádios de automóveis.
Entidades independentes cobram uma posição mais clara e objetiva do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), sobre o problema.
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Brasil atrai investimentos em tecnologia
Melhora da economia e aumento das vendas de PCs mudam status do País no cenário global
Renato Cruz
Há duas semanas, o jornal americano USA Today noticiou: 'Saiam da frente, Índia e China. O Brasil é o mais recente entre os países com economia emergente a atrair grandes investimentos de companhias americanas de tecnologia.' Mais do que os investimentos enumerados pelo jornal, chama a atenção a visibilidade internacional do País como jogador importante no setor de tecnologia. A mudança de imagem se deve principalmente a dois fatores: melhora dos indicadores macroeconômicos e expansão das vendas de microcomputadores.
Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), foram vendidos 7,4 milhões de PCs no ano passado, um crescimento de 20% sobre 2005. Para este ano, a previsão está em 8,6 milhões. A consultoria I.T. Data trabalha com uma expectativa ainda mais ousada: os micros vendidos podem alcançar 10 milhões, ultrapassando, pela primeira vez, a venda de televisores. Em 2006, o mercado brasileiro de computadores de mesa foi menor somente que o dos Estados Unidos e o da China.
'O Brasil é um país-chave', afirmou Lee Ray Massey, vice-presidente sênior para as Américas do Grupo de Imagem e Impressão da HP, que visitou o País na semana passada. 'Não posso falar pelo mercado americano de tecnologia, mas, dentro da HP, há muito tempo reconhecemos isso.' Em fevereiro, a empresa comemorou a marca de 10 milhões de impressoras produzidas no Brasil. A produção local começou em 1998. A HP Brasil é a única subsidiária a fabricar modelos que também são produzidos na Ásia.
A matéria do USA Today citou a fábrica inaugurada no mês passado pela Dell em Hortolândia (SP). 'O mercado brasileiro continua crescendo, principalmente nos notebooks', disse Fernando Loureiro, diretor de Comunicação e Assuntos Corporativos da Dell. 'Michael Dell (presidente mundial da empresa) já disse que o segundo bilhão de PCs do mundo virá dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China).'
Loureiro defendeu que se aproveite o bom momento que o mercado brasileiro atravessa para reduzir barreiras que ainda existem ao crescimento. Ele defendeu uma flexibilização da Lei de Informática, com ampliação das alternativas no cumprimento da exigência de conteúdo local e da capacidade de as empresas decidirem onde aplicar os recursos de pesquisa e desenvolvimento.
O mercado de PCs foi beneficiado pelo corte do PIS e da Cofins, implementado no âmbito do Programa Computador para Todos, pela queda do dólar frente ao real, pela ampliação do financiamento dos computadores e pelos próprios ganhos de escala. O preço dos computadores caiu 50% desde 2004.
A venda de computadores portáteis no Brasil ainda é pequena. Isso faz com que o País, apesar de estar entre os três maiores mercados de computadores de mesa do mundo, fique no oitavo lugar nas vendas de PCs. Os laptops são 10% do mercado brasileiro de microcomputadores. A participação dos portáteis chega a 50% nos EUA e a 70% no Japão. Na América Latina, os notebooks têm 25% do mercado mexicano e 30% do chileno. 'Se o País mantiver a estabilidade econômica e as políticas setoriais, pode ficar entre o terceiro e o quinto lugares na venda de PCs em três anos', disse Elber Mazaro, diretor de Marketing da Intel no Brasil. A Intel Capital, braço de investimentos da empresa, tem um fundo de US$ 50 milhões, criado especialmente para o País e citado pelo USA Today.
TELECOMUNICAÇÕES
A Intel acredita que as vendas de PCs no Brasil têm potencial para crescer numa média de 20% ao ano nos próximos três a cinco anos. O mercado de notebooks pode dobrar todo ano até 2010, quando chegaria a 30% ou 35% das vendas totais. 'Tanto o setor industrial quanto o de serviços têm crescido bastante', disse Mazaro. 'Mas algumas coisas podem melhorar.'
Ele destacou que, apesar de o Brasil ter avançado na política de informática, existe uma paralisia nas telecomunicações. 'Uma área depende da outra', destacou o executivo. 'Se a banda larga parar de crescer, isso pode ter um impacto na venda dos computadores.'
O leilão das licenças para banda larga sem fio, com tecnologia WiMax, está paralisado desde setembro de 2006. Recentemente, o conselheiro José Leite Pereira Filho, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), disse que cabe às associações de operadoras chegarem a um acordo e levarem uma solução para os impasses que impedem a licitação. 'Esse leilão precisa acontecer', disse Mazaro. O diretor da Intel ressaltou que existem problemas de logística e burocracia excessiva que impedem um avanço mais rápido do mercado interno e uma presença maior do País no mercado internacional.
DESONERAÇÃO
'Os indicadores macroeconômicos melhoraram substancialmente a imagem do Brasil', disse Humberto Barbatto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). 'Mas a microeconomia ainda tem problemas.' Ele destacou que a desoneração do setor de informática, trazida pela Lei do Bem, com o corte do PIS e da Cofins, criou empregos e aumentou a arrecadação. 'Se desonerasse mais um pouco, o governo poderia arrecadar ainda mais.'
Barbatto se disse preocupado com algumas medidas recentes, como o veto presidencial aos benefícios da Lei da Inovação para o setor de informática, sob o argumento de que já recebe incentivos da Lei de Informática. 'A Lei de Informática existe para compensar distorções criadas pela Zona Franca de Manaus', disse. 'Não esperávamos o veto.' Outro tema que preocupa a Abinee é a discussão de vantagens para o Paraguai na exportação de produtos ao Brasil. 'Estão é querendo legalizar o contrabando.'
Fábricas de computadores triplicam PIB de Hortolândia
As empresas de tecnologia estão mudando a cara de Hortolândia, cidade de 200 mil habitantes próxima a Campinas, no interior de São Paulo. A cidade, que já abrigou uma fábrica de computadores da IBM na década de 80, vive agora um novo ciclo de desenvolvimento com a fábrica da Dell, que começou a operar no fim do ano passado.
'Eu faço a terraplenagem, planto a grama, dou isenção agora e tiro o investimento lá no futuro', explica o prefeito Angelo Perugini (PT), ao falar das empresas de alta tecnologia recém-chegadas e das que estão em ampliação na sua cidade. Nos últimos dois anos, dez empreendimentos industriais se instalaram no município. Todos com algum enfoque relacionado a novas tecnologias. Como reflexo houve a injeção nesse período de R$ 500 milhões, abertura de 7,5 mil vagas de trabalho e surgimento de pequenas e médias prestadoras de serviços.
Hortolândia era apenas um bairro na periferia de Sumaré quando sediou a IBM, no início dos anos 70. A multinacional veio fabricar máquinas de escrever elétrica. Depois, passou a montar microcomputadores. De 1998 a 2000, a IBM investiu US$ 100 milhões em projetos.
Em dezembro do ano passado, começou a operar na cidade a linha de montagem da Dell Computadores. O investimento inicial foi de R$ 130 milhões. A empresa contratou 500 trabalhadores e prevê absorver 3 mil funcionários até 2009. 'A Dell abre a nova fase de desenvolvimento. A primeira veio com a IBM', diz o prefeito. 'Demos isenção de IPTU por 20 anos para a Dell, algo como R$ 15 mil por mês. Em contrapartida, vamos dobrar, já no próximo período, a nossa arrecadação de ICMS', comenta.
O PIB de Hortolândia, de R$ 3 bilhões, será de R$ 9 bilhões em 2010 segundo cálculos da administração. O economista Laerte Martins, da Associação Comercial e Industrial de Campinas, mostra que o município cresce cerca de 5% ao ano, acima da média nacional. O desemprego é de 4%, um dos menores do País. A média salarial subiu de R$ 870 em 2004 para R$ 1.873 em 2006. 'O processo é em cadeia. Uma empresa puxa a outra e a tendência é de crescimento', diz.
Renato Cruz
Há duas semanas, o jornal americano USA Today noticiou: 'Saiam da frente, Índia e China. O Brasil é o mais recente entre os países com economia emergente a atrair grandes investimentos de companhias americanas de tecnologia.' Mais do que os investimentos enumerados pelo jornal, chama a atenção a visibilidade internacional do País como jogador importante no setor de tecnologia. A mudança de imagem se deve principalmente a dois fatores: melhora dos indicadores macroeconômicos e expansão das vendas de microcomputadores.
Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), foram vendidos 7,4 milhões de PCs no ano passado, um crescimento de 20% sobre 2005. Para este ano, a previsão está em 8,6 milhões. A consultoria I.T. Data trabalha com uma expectativa ainda mais ousada: os micros vendidos podem alcançar 10 milhões, ultrapassando, pela primeira vez, a venda de televisores. Em 2006, o mercado brasileiro de computadores de mesa foi menor somente que o dos Estados Unidos e o da China.
'O Brasil é um país-chave', afirmou Lee Ray Massey, vice-presidente sênior para as Américas do Grupo de Imagem e Impressão da HP, que visitou o País na semana passada. 'Não posso falar pelo mercado americano de tecnologia, mas, dentro da HP, há muito tempo reconhecemos isso.' Em fevereiro, a empresa comemorou a marca de 10 milhões de impressoras produzidas no Brasil. A produção local começou em 1998. A HP Brasil é a única subsidiária a fabricar modelos que também são produzidos na Ásia.
A matéria do USA Today citou a fábrica inaugurada no mês passado pela Dell em Hortolândia (SP). 'O mercado brasileiro continua crescendo, principalmente nos notebooks', disse Fernando Loureiro, diretor de Comunicação e Assuntos Corporativos da Dell. 'Michael Dell (presidente mundial da empresa) já disse que o segundo bilhão de PCs do mundo virá dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China).'
Loureiro defendeu que se aproveite o bom momento que o mercado brasileiro atravessa para reduzir barreiras que ainda existem ao crescimento. Ele defendeu uma flexibilização da Lei de Informática, com ampliação das alternativas no cumprimento da exigência de conteúdo local e da capacidade de as empresas decidirem onde aplicar os recursos de pesquisa e desenvolvimento.
O mercado de PCs foi beneficiado pelo corte do PIS e da Cofins, implementado no âmbito do Programa Computador para Todos, pela queda do dólar frente ao real, pela ampliação do financiamento dos computadores e pelos próprios ganhos de escala. O preço dos computadores caiu 50% desde 2004.
A venda de computadores portáteis no Brasil ainda é pequena. Isso faz com que o País, apesar de estar entre os três maiores mercados de computadores de mesa do mundo, fique no oitavo lugar nas vendas de PCs. Os laptops são 10% do mercado brasileiro de microcomputadores. A participação dos portáteis chega a 50% nos EUA e a 70% no Japão. Na América Latina, os notebooks têm 25% do mercado mexicano e 30% do chileno. 'Se o País mantiver a estabilidade econômica e as políticas setoriais, pode ficar entre o terceiro e o quinto lugares na venda de PCs em três anos', disse Elber Mazaro, diretor de Marketing da Intel no Brasil. A Intel Capital, braço de investimentos da empresa, tem um fundo de US$ 50 milhões, criado especialmente para o País e citado pelo USA Today.
TELECOMUNICAÇÕES
A Intel acredita que as vendas de PCs no Brasil têm potencial para crescer numa média de 20% ao ano nos próximos três a cinco anos. O mercado de notebooks pode dobrar todo ano até 2010, quando chegaria a 30% ou 35% das vendas totais. 'Tanto o setor industrial quanto o de serviços têm crescido bastante', disse Mazaro. 'Mas algumas coisas podem melhorar.'
Ele destacou que, apesar de o Brasil ter avançado na política de informática, existe uma paralisia nas telecomunicações. 'Uma área depende da outra', destacou o executivo. 'Se a banda larga parar de crescer, isso pode ter um impacto na venda dos computadores.'
O leilão das licenças para banda larga sem fio, com tecnologia WiMax, está paralisado desde setembro de 2006. Recentemente, o conselheiro José Leite Pereira Filho, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), disse que cabe às associações de operadoras chegarem a um acordo e levarem uma solução para os impasses que impedem a licitação. 'Esse leilão precisa acontecer', disse Mazaro. O diretor da Intel ressaltou que existem problemas de logística e burocracia excessiva que impedem um avanço mais rápido do mercado interno e uma presença maior do País no mercado internacional.
DESONERAÇÃO
'Os indicadores macroeconômicos melhoraram substancialmente a imagem do Brasil', disse Humberto Barbatto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). 'Mas a microeconomia ainda tem problemas.' Ele destacou que a desoneração do setor de informática, trazida pela Lei do Bem, com o corte do PIS e da Cofins, criou empregos e aumentou a arrecadação. 'Se desonerasse mais um pouco, o governo poderia arrecadar ainda mais.'
Barbatto se disse preocupado com algumas medidas recentes, como o veto presidencial aos benefícios da Lei da Inovação para o setor de informática, sob o argumento de que já recebe incentivos da Lei de Informática. 'A Lei de Informática existe para compensar distorções criadas pela Zona Franca de Manaus', disse. 'Não esperávamos o veto.' Outro tema que preocupa a Abinee é a discussão de vantagens para o Paraguai na exportação de produtos ao Brasil. 'Estão é querendo legalizar o contrabando.'
Fábricas de computadores triplicam PIB de Hortolândia
As empresas de tecnologia estão mudando a cara de Hortolândia, cidade de 200 mil habitantes próxima a Campinas, no interior de São Paulo. A cidade, que já abrigou uma fábrica de computadores da IBM na década de 80, vive agora um novo ciclo de desenvolvimento com a fábrica da Dell, que começou a operar no fim do ano passado.
'Eu faço a terraplenagem, planto a grama, dou isenção agora e tiro o investimento lá no futuro', explica o prefeito Angelo Perugini (PT), ao falar das empresas de alta tecnologia recém-chegadas e das que estão em ampliação na sua cidade. Nos últimos dois anos, dez empreendimentos industriais se instalaram no município. Todos com algum enfoque relacionado a novas tecnologias. Como reflexo houve a injeção nesse período de R$ 500 milhões, abertura de 7,5 mil vagas de trabalho e surgimento de pequenas e médias prestadoras de serviços.
Hortolândia era apenas um bairro na periferia de Sumaré quando sediou a IBM, no início dos anos 70. A multinacional veio fabricar máquinas de escrever elétrica. Depois, passou a montar microcomputadores. De 1998 a 2000, a IBM investiu US$ 100 milhões em projetos.
Em dezembro do ano passado, começou a operar na cidade a linha de montagem da Dell Computadores. O investimento inicial foi de R$ 130 milhões. A empresa contratou 500 trabalhadores e prevê absorver 3 mil funcionários até 2009. 'A Dell abre a nova fase de desenvolvimento. A primeira veio com a IBM', diz o prefeito. 'Demos isenção de IPTU por 20 anos para a Dell, algo como R$ 15 mil por mês. Em contrapartida, vamos dobrar, já no próximo período, a nossa arrecadação de ICMS', comenta.
O PIB de Hortolândia, de R$ 3 bilhões, será de R$ 9 bilhões em 2010 segundo cálculos da administração. O economista Laerte Martins, da Associação Comercial e Industrial de Campinas, mostra que o município cresce cerca de 5% ao ano, acima da média nacional. O desemprego é de 4%, um dos menores do País. A média salarial subiu de R$ 870 em 2004 para R$ 1.873 em 2006. 'O processo é em cadeia. Uma empresa puxa a outra e a tendência é de crescimento', diz.
Telemetria por celular abre nicho milionário a operadoras
A transferência de informações entre equipamentos para controle e monitoramento remoto com utilização da rede GSM, tecnologia conhecida como telemetria, ou Wireless M2M (de máquina para máquina), tem se tornado a nova aposta das operadoras de telefonia móvel para elevar sua receita.
As áreas corporativas da Claro e da TIM, por exemplo, já montaram setores e desenvolveram produtos específicos para este segmento, que deve movimentar US$ 100 milhões este ano com a transmissão de dados via GPRS (tecnologia que permite a transmissão de dados por pacote via rede GSM) e US$ 1,3 bilhão entre equipamentos, dados e softwares, segundo pesquisa da consultoria especializada Itelogy.
Embora o valor pareça pequeno ao ser comparado ao faturamento total das operadoras em um único trimestre, algo em torno de R$ 8 bilhões, o crescimento do mercado de telemetria no Brasil tem chegado à casa dos 60% ao ano, de acordo com a Itelogy.
"Há uma possibilidade imensa para a exploração de sistemas que utilizam um chip em dispositivos para enviar informações via rede GSM para outro equipamento. Existem opções que vão de portões a empresas de energia elétrica, para se ter uma idéia. A partir dessa possibilidade, montamos uma equipe especializada em vender apenas serviços de telemetria", conta Ricardo Barbosa, diretor para Empresas da operadora Claro.
O diretor não revela números, mas afirma que a área é tão importante para a operadora quanto a venda de produtos relacionados à transmissão de voz e serviços de e-mails.
"Há dois anos, quase não se falava em telemetria na Claro. Hoje ela é uma das quatro frentes da área de empresas da companhia", afirma Barbosa, que também faz uma previsão bem otimista. "A venda de produtos relacionados à transmissão de dados na área corporativa, levando em consideração o potencial de uso, vai ultrapassar a de voz nos próximos doze meses. Estamos focados na venda de pacotes de dados."
Entre os principais motivos que impulsionam a telemetria está a consolidação da tecnologia GSM no País. Para Maurício Catelli, da CAS Tecnologia, antes, a comunicação via rede celular era feita a partir da troca de mensagens de texto, o que encarecia o produto. "Com a rede GSM você tem o pacote de dados a preços muito mais baixos. Imagine gastar R$ 0,10 centavos a cada minuto para enviar informações entre as máquinas. Agora o pacote é cobrado por megabytes", conta Maurício.
Em 2003, 40% das transmissões entre terminais eram feitas via telefonia fixa, enquanto apenas 5% vinham de celular. Neste primeiro trimestre, a rede móvel correspondeu a 44% da troca de dados, enquanto a fixa caiu 13%.
Por conta da presença do GSM em todos os territórios brasileiros, a TIM montou equipes de consultores para atuar na área de rastreamento de veículos, uma das modalidades da telemetria que mais têm crescido nos últimos anos, com previsão de responder por 78% do mercado. "A procura tem crescido muito nos últimos meses. Nesse caso há um misto de satélite e GSM. Onde não tem um, tem o outro", conta Ângelo Rizzi, gerente corporativo da TIM-SP. Na carteira de clientes que utilizam a telemetria, a TIM também tem empresas de energia elétrica, como a AES.
Com a chegada do GSM a sua rede, a Vivo é outra das empresas que pretendem expandir sua atuação na neste segmento "Já trabalhávamos com CDMA desde 2002. Como quem dita a regra do mercado são os desenvolvedores, e o pacote de dados é mais em conta com a rede GSM, pretendemos crescer além do previsto", diz Carlos Alberto Wysling Novaes, gerente de Divisão de Dados da Vivo Empresas. A operadora não divulga números.
Aplicações
A telemetria está presente em diversas aplicações, que vão da abertura do portão via celular, comercializada pela empresa paulista Wolpac, ao controle de gastos com eletricidade e água de empresas e condomínios.
A CAS Tecnologia, por exemplo, atua na área de energia elétrica com clientes como a Light, no Rio de Janeiro, e empresas na Colômbia, Nicarágua e, em breve, na África do Sul.
Com as soluções de telemetria, as empresas de energia passam a monitorar o consumo de de cada um, evitando perdas ou desvios.
As áreas corporativas da Claro e da TIM, por exemplo, já montaram setores e desenvolveram produtos específicos para este segmento, que deve movimentar US$ 100 milhões este ano com a transmissão de dados via GPRS (tecnologia que permite a transmissão de dados por pacote via rede GSM) e US$ 1,3 bilhão entre equipamentos, dados e softwares, segundo pesquisa da consultoria especializada Itelogy.
Embora o valor pareça pequeno ao ser comparado ao faturamento total das operadoras em um único trimestre, algo em torno de R$ 8 bilhões, o crescimento do mercado de telemetria no Brasil tem chegado à casa dos 60% ao ano, de acordo com a Itelogy.
"Há uma possibilidade imensa para a exploração de sistemas que utilizam um chip em dispositivos para enviar informações via rede GSM para outro equipamento. Existem opções que vão de portões a empresas de energia elétrica, para se ter uma idéia. A partir dessa possibilidade, montamos uma equipe especializada em vender apenas serviços de telemetria", conta Ricardo Barbosa, diretor para Empresas da operadora Claro.
O diretor não revela números, mas afirma que a área é tão importante para a operadora quanto a venda de produtos relacionados à transmissão de voz e serviços de e-mails.
"Há dois anos, quase não se falava em telemetria na Claro. Hoje ela é uma das quatro frentes da área de empresas da companhia", afirma Barbosa, que também faz uma previsão bem otimista. "A venda de produtos relacionados à transmissão de dados na área corporativa, levando em consideração o potencial de uso, vai ultrapassar a de voz nos próximos doze meses. Estamos focados na venda de pacotes de dados."
Entre os principais motivos que impulsionam a telemetria está a consolidação da tecnologia GSM no País. Para Maurício Catelli, da CAS Tecnologia, antes, a comunicação via rede celular era feita a partir da troca de mensagens de texto, o que encarecia o produto. "Com a rede GSM você tem o pacote de dados a preços muito mais baixos. Imagine gastar R$ 0,10 centavos a cada minuto para enviar informações entre as máquinas. Agora o pacote é cobrado por megabytes", conta Maurício.
Em 2003, 40% das transmissões entre terminais eram feitas via telefonia fixa, enquanto apenas 5% vinham de celular. Neste primeiro trimestre, a rede móvel correspondeu a 44% da troca de dados, enquanto a fixa caiu 13%.
Por conta da presença do GSM em todos os territórios brasileiros, a TIM montou equipes de consultores para atuar na área de rastreamento de veículos, uma das modalidades da telemetria que mais têm crescido nos últimos anos, com previsão de responder por 78% do mercado. "A procura tem crescido muito nos últimos meses. Nesse caso há um misto de satélite e GSM. Onde não tem um, tem o outro", conta Ângelo Rizzi, gerente corporativo da TIM-SP. Na carteira de clientes que utilizam a telemetria, a TIM também tem empresas de energia elétrica, como a AES.
Com a chegada do GSM a sua rede, a Vivo é outra das empresas que pretendem expandir sua atuação na neste segmento "Já trabalhávamos com CDMA desde 2002. Como quem dita a regra do mercado são os desenvolvedores, e o pacote de dados é mais em conta com a rede GSM, pretendemos crescer além do previsto", diz Carlos Alberto Wysling Novaes, gerente de Divisão de Dados da Vivo Empresas. A operadora não divulga números.
Aplicações
A telemetria está presente em diversas aplicações, que vão da abertura do portão via celular, comercializada pela empresa paulista Wolpac, ao controle de gastos com eletricidade e água de empresas e condomínios.
A CAS Tecnologia, por exemplo, atua na área de energia elétrica com clientes como a Light, no Rio de Janeiro, e empresas na Colômbia, Nicarágua e, em breve, na África do Sul.
Com as soluções de telemetria, as empresas de energia passam a monitorar o consumo de de cada um, evitando perdas ou desvios.
Base GSM chega a 2,5 bilhões de assinantes
Hoje, a 3G Americas anunciou que o número de assinantes de serviços móveis sem fio GSM atingiu o marco de 2,5 bilhões de clientes, um aumento de 400% de usuários em apenas seis anos, de acordo com estimativas da Informa World Cellular Information Service. A cada dia, há mais de um milhão de novas adições na família de tecnologias GSM que recebem serviços de uma das 700 redes comerciais em 218 países do mundo.
"É sem precedentes o crescimento e o sucesso que o GSM alcança em toda a indústria global, por meio dos estimados 2,5 bilhões de clientes de hoje", comentou Chris Pearson, presidente da 3G Americas. "Esse nível de crescimento da tecnologia sem fio supera quase todas as outras inovações que mudaram nosso estilo de vida."
Olhando para trás, já faz quase 100 anos que a primeira ligação "móvel" foi feita por Lars Ericsson em 1910 - embora não tenha sido necessariamente sem fio, a Ericsson conectou cabos ao terminal de um poste telefônico para fazer a chamada durante uma viagem. 2007 marca o 60º aniversário da invenção do telefone celular pela AT&T e Bell Laboratories em 1947. Hoje, aproximadamente 37% dos 6,6 bilhões de habitantes do planeta (Serviço de Censo dos EUA) utilizam a tecnologia GSM.
Esses assinantes, que incluem os cerca de 130 milhões de usuários UMTS/HSDPA, representam praticamente 85% do mercado móvel sem fio no mundo. Essa liderança se deve a vários benefícios econômicos e técnicos da família GSM para as operadoras e seus clientes. As tecnologias GSM, que incluem GPRS, EDGE e UMTS/HSDPA, oferecem muitas vantagens em termos de abrangência global, roaming internacional e serviços que outros não conseguem oferecer. Desde maio deste ano, 169 operadoras em 71 países oferecem UMTS, e 117 operadoras em 59 nações implementaram HSDPA, a versão avançada do UMTS. Além disso, praticamente todos os terminais UMTS/HSDPA fabricados hoje usam EDGE como a tecnologia compatível de reserva, permitindo roaming global e a oferta de serviços de dados em alta velocidade.
O HSPA (HSDPA/HSUPA) está pronto para ser a maior tecnologia de banda larga móvel e ultrapassar outros concorrentes até o fim da década, pois aproveita da infra-estrutura existente no GSM e oferece a solução mais eficiente. Quase todas as operadoras GSM/EDGE devem migrar para HSPA no futuro.
"Enquanto outras tecnologias tentam chamar a atenção, o HSPA é implantado no mundo inteiro, mostrando a diferença entre promessas do futuro e o que está disponível hoje. Baseado na imensa base atual, implementações comerciais GSM e o volume de pesquisa e desenvolvimento dos fornecedores, o HSPA deve manter a sua liderança em banda larga por muitos anos", continuou Pearson.
O GSM é a tecnologia número um no mundo, e já demonstra sua posição dominante na América Latina menos de 10 anos depois do seu lançamento, em 1998, atraindo mais 2 milhões de assinantes até o final de 2000, e chegando a 200 milhões em dezembro de 2006. Desde o 1º trimestre de 2007, a família GSM é utilizada por 331 milhões de clientes nas Américas e está disponível em todos os países da região.
Para mais informações, relatórios e estatísticas sobre a família GSM de tecnologias, visite www.3gamericas.org.
Sobre a 3G Americas: Unificando as Américas por meio da Tecnologia Sem Fio
A missão da 3G Americas é promover e facilitar a implementação integrada de GSM e as suas evoluções além de 3G em todo o continente americano. A organização apóia a estratégia de migração tecnológica de Terceira Geração (3G) para UMTS e UMTS/HSPA adotada por muitas operadoras nas Américas. A família GSM de tecnologias representa 85% dos clientes móveis sem fio no mundo. A 3G Americas está sediada em Bellevue no Estado de Washington, com seu escritório para a América Latina e o Caribe em Dallas, Texas. Para mais informações, visite nosso site www.3gamericas.org.
Sobre a Informa Telecoms & Media
A Informa Telecoms & Media é a principal fonte de serviços estratégicos e informações corporativas para os mercados globais de telecomunicações e mídia. Todos os nossos produtos e serviços - desde notícias, análises e previsões de tendências até dados sobre a indústria, eventos personalizados e treinamentos - são motivados pelo nosso conhecimento profundo dos mercados que servimos e o nosso objetivo de ajudar os nossos clientes a tomar as melhores decisões corporativas. www.informatm.com
"É sem precedentes o crescimento e o sucesso que o GSM alcança em toda a indústria global, por meio dos estimados 2,5 bilhões de clientes de hoje", comentou Chris Pearson, presidente da 3G Americas. "Esse nível de crescimento da tecnologia sem fio supera quase todas as outras inovações que mudaram nosso estilo de vida."
Olhando para trás, já faz quase 100 anos que a primeira ligação "móvel" foi feita por Lars Ericsson em 1910 - embora não tenha sido necessariamente sem fio, a Ericsson conectou cabos ao terminal de um poste telefônico para fazer a chamada durante uma viagem. 2007 marca o 60º aniversário da invenção do telefone celular pela AT&T e Bell Laboratories em 1947. Hoje, aproximadamente 37% dos 6,6 bilhões de habitantes do planeta (Serviço de Censo dos EUA) utilizam a tecnologia GSM.
Esses assinantes, que incluem os cerca de 130 milhões de usuários UMTS/HSDPA, representam praticamente 85% do mercado móvel sem fio no mundo. Essa liderança se deve a vários benefícios econômicos e técnicos da família GSM para as operadoras e seus clientes. As tecnologias GSM, que incluem GPRS, EDGE e UMTS/HSDPA, oferecem muitas vantagens em termos de abrangência global, roaming internacional e serviços que outros não conseguem oferecer. Desde maio deste ano, 169 operadoras em 71 países oferecem UMTS, e 117 operadoras em 59 nações implementaram HSDPA, a versão avançada do UMTS. Além disso, praticamente todos os terminais UMTS/HSDPA fabricados hoje usam EDGE como a tecnologia compatível de reserva, permitindo roaming global e a oferta de serviços de dados em alta velocidade.
O HSPA (HSDPA/HSUPA) está pronto para ser a maior tecnologia de banda larga móvel e ultrapassar outros concorrentes até o fim da década, pois aproveita da infra-estrutura existente no GSM e oferece a solução mais eficiente. Quase todas as operadoras GSM/EDGE devem migrar para HSPA no futuro.
"Enquanto outras tecnologias tentam chamar a atenção, o HSPA é implantado no mundo inteiro, mostrando a diferença entre promessas do futuro e o que está disponível hoje. Baseado na imensa base atual, implementações comerciais GSM e o volume de pesquisa e desenvolvimento dos fornecedores, o HSPA deve manter a sua liderança em banda larga por muitos anos", continuou Pearson.
O GSM é a tecnologia número um no mundo, e já demonstra sua posição dominante na América Latina menos de 10 anos depois do seu lançamento, em 1998, atraindo mais 2 milhões de assinantes até o final de 2000, e chegando a 200 milhões em dezembro de 2006. Desde o 1º trimestre de 2007, a família GSM é utilizada por 331 milhões de clientes nas Américas e está disponível em todos os países da região.
Para mais informações, relatórios e estatísticas sobre a família GSM de tecnologias, visite www.3gamericas.org.
Sobre a 3G Americas: Unificando as Américas por meio da Tecnologia Sem Fio
A missão da 3G Americas é promover e facilitar a implementação integrada de GSM e as suas evoluções além de 3G em todo o continente americano. A organização apóia a estratégia de migração tecnológica de Terceira Geração (3G) para UMTS e UMTS/HSPA adotada por muitas operadoras nas Américas. A família GSM de tecnologias representa 85% dos clientes móveis sem fio no mundo. A 3G Americas está sediada em Bellevue no Estado de Washington, com seu escritório para a América Latina e o Caribe em Dallas, Texas. Para mais informações, visite nosso site www.3gamericas.org.
Sobre a Informa Telecoms & Media
A Informa Telecoms & Media é a principal fonte de serviços estratégicos e informações corporativas para os mercados globais de telecomunicações e mídia. Todos os nossos produtos e serviços - desde notícias, análises e previsões de tendências até dados sobre a indústria, eventos personalizados e treinamentos - são motivados pelo nosso conhecimento profundo dos mercados que servimos e o nosso objetivo de ajudar os nossos clientes a tomar as melhores decisões corporativas. www.informatm.com
Ericsson e China Mobile assinam contrato de US$ 1 bilhão
O grupo sueco de telecomunicações Ericsson fechou neste domingo um contrato com a empresa China Mobile para ampliar a rede de telefonia celular em 19 regiões do gigante asiático, avaliado em um US$ 1 bilhão, informou a empresa européia.
O acordo foi assinado em Estocolmo na presença do chefe de Estado chinês, Hu Jintao, que está em visita oficial à Suécia, e do primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt.
A Ericsson fornecerá equipamentos para estações de base e outros elementos da rede de telefonia, assim como apoio técnico e serviços, para ampliar a cobertura da China Mobile.
As informações são da AFP.
O acordo foi assinado em Estocolmo na presença do chefe de Estado chinês, Hu Jintao, que está em visita oficial à Suécia, e do primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt.
A Ericsson fornecerá equipamentos para estações de base e outros elementos da rede de telefonia, assim como apoio técnico e serviços, para ampliar a cobertura da China Mobile.
As informações são da AFP.
Sobre a Tecnologia Bluetooth
Em 1998, cinco empresas (Ericsson, Nokia, IBM, Intel e Toshiba) formaram o consórcio denominado Bluetooth SIG (Special Interest Group) com o objetivo de expandir esta tecnologia, estabelecendo um novo padrão industrial.
O nome Bluetooth foi escolhido em homenagem ao rei da Dinamarca Harald Blatand, que era conhecido como Harald Bluetooth. Esse apelido lhe foi dado por ele possuir uma coloração azulada em seus dentes. O apelido foi usado para esta tecnologia pelo fato de Harald Bluetooth ter ficado conhecido como unificador da Dinamarca, logo o significado de Bluetooth é unificação.
Paraná Shimbum Online – 09/06/2007
O nome Bluetooth foi escolhido em homenagem ao rei da Dinamarca Harald Blatand, que era conhecido como Harald Bluetooth. Esse apelido lhe foi dado por ele possuir uma coloração azulada em seus dentes. O apelido foi usado para esta tecnologia pelo fato de Harald Bluetooth ter ficado conhecido como unificador da Dinamarca, logo o significado de Bluetooth é unificação.
Paraná Shimbum Online – 09/06/2007
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Site brasileiro localiza endereços em fotos de satélite
Função vale ainda para pontos geográficos como lagos e endereços por CEP
Alexandre Barbosa
SÃO PAULO - O site brasileiro Geobusca.net, que permite consultar e compartilhar coordenadas geográficas em aparelhos GPS via Web, lançou uma nova função que permite visualizar fotos de satélite a partir do código de endereço postal-CEP ou mesmo por meio de um endereço completo.
Nomes de cidades, de rodovias, siglas e quaisquer outros elementos mostrados nos mapas, como Lago Paranoá, são aceitos plenamente para a busca. Além de endereços, completos ou parciais, o sistema aceita um CEP, como 85816-200, Brasil. Caso o endereço digitado tenha ambigüidades, como Av. São João 100, o GeoBusca mostrará uma lista com opções.
O diferencial é que o GeoBusca mostra as coordenadas geográficas do local escolhido (latitude e longitude) para que o usuário possa usá-las em outros sistemas de geoprocessamento. Depois de localizado, o ponto também pode ser marcado na base do GeoBusca, de modo a compartilhá-lo com os demais visitantes. A empresa usa funcionalidades do Google Maps para a visualização de imagens de satélite.
A canadense Mitel entra na disputa pelo mercado brasileiro de plataformas IP
A meta da companhia é conquistar 10% de market share no prazo de três anos
A canadense Mitel entrou na disputa pelo mercado brasileiro de plataformas IP. A empresa anunciou nesta quarta-feira, 30, a abertura de uma subsidiária brasileira, no Rio de Janeiro, e planeja inaugurar a representação em São Paulo ainda este ano. O comando das operações no Brasil está a cargo de Paulo Ricardo Pinto, executivo que já ocupou cargos em empresas como Newbridge Networks, Gilat e Motorola, entre outras.
Segundo ele, o foco da Mitel no país será as pequenas e médias empresas, especialmente nas verticais governo, setor financeiro, varejo, escolas, hospitais e hotéis. A meta é ambiciosa: conquistar 10% de market share nas vendas de sistemas IP no prazo de três anos. “O líder tem hoje 16%”, diz Pinto, referindo-se à Cisco. O mercado conta ainda com soluções da Nortel, Siemens, Avaya e Alcatel, entre outros fornecedores. “Trata-se de um mercado em franco crescimento,com espaço para novos fornecedores”, acredita o executivo. Citando números do Gartner, ele projeta para este ano a venda de cerca de 300 mil terminais IP no Brasil, o triplo do volume comercializado no ano passado.
No escritório do Rio, a Mitel instalou também o seu centro de soluções, onde o cliente pode ver e testar todos os equipamentos da empresa. As vendas devem ocorrer por meio de parceiros. Dois deles – a Seal Telecom e a Agora Telecom – já fecharam os acordos de distribuição. Segundo Pinto, a Mitel deve trabalhar com cinco ou seis grandes distribuidores, que comprarão os equipamentos direto do Canadá. A subsidiária brasileira atuará como suporte na pré e na pós venda, sem intermediar a venda das plataformas.
As soluções da Mitel incluem aplicações horizontais para contact centers, soluções de mobilidade, soluções para teletrabalho, comunicações unificadas de voz, sistema de messaging, vídeo conferência IP e comunicação wireless, assim como o portfólio de soluções de processamento de chamadas em dispositivos de atendimento ou desktops. Com sede em Ottawa, no Canadá, a empresa conta com escritórios e representantes em mais de 90 países.
A canadense Mitel entrou na disputa pelo mercado brasileiro de plataformas IP. A empresa anunciou nesta quarta-feira, 30, a abertura de uma subsidiária brasileira, no Rio de Janeiro, e planeja inaugurar a representação em São Paulo ainda este ano. O comando das operações no Brasil está a cargo de Paulo Ricardo Pinto, executivo que já ocupou cargos em empresas como Newbridge Networks, Gilat e Motorola, entre outras.
Segundo ele, o foco da Mitel no país será as pequenas e médias empresas, especialmente nas verticais governo, setor financeiro, varejo, escolas, hospitais e hotéis. A meta é ambiciosa: conquistar 10% de market share nas vendas de sistemas IP no prazo de três anos. “O líder tem hoje 16%”, diz Pinto, referindo-se à Cisco. O mercado conta ainda com soluções da Nortel, Siemens, Avaya e Alcatel, entre outros fornecedores. “Trata-se de um mercado em franco crescimento,com espaço para novos fornecedores”, acredita o executivo. Citando números do Gartner, ele projeta para este ano a venda de cerca de 300 mil terminais IP no Brasil, o triplo do volume comercializado no ano passado.
No escritório do Rio, a Mitel instalou também o seu centro de soluções, onde o cliente pode ver e testar todos os equipamentos da empresa. As vendas devem ocorrer por meio de parceiros. Dois deles – a Seal Telecom e a Agora Telecom – já fecharam os acordos de distribuição. Segundo Pinto, a Mitel deve trabalhar com cinco ou seis grandes distribuidores, que comprarão os equipamentos direto do Canadá. A subsidiária brasileira atuará como suporte na pré e na pós venda, sem intermediar a venda das plataformas.
As soluções da Mitel incluem aplicações horizontais para contact centers, soluções de mobilidade, soluções para teletrabalho, comunicações unificadas de voz, sistema de messaging, vídeo conferência IP e comunicação wireless, assim como o portfólio de soluções de processamento de chamadas em dispositivos de atendimento ou desktops. Com sede em Ottawa, no Canadá, a empresa conta com escritórios e representantes em mais de 90 países.
Portugal Telecom quer fortalecer Vivo e ofertar serviços quadriplay
Henrique Granadero esteve hoje na Anatel e no Minicom, quando afirmou que não fará oferta hostil pela Telemar.
O presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadero, quer revigorar a Vivo, obtendo novas licenças nas praças de Minas Gerais e Nordeste, e chegar a todos clientes e ambientes com a oferta de serviços convergentes de quadriplay – voz, dados, TV por assinatura e serviço fixo (o qual ainda não disponibiliza no território brasileiro). “Temos uma grande equipe e condições de manter a liderança (no Brasil)”, acentuou..
O executivo concedeu entrevista à imprensa, em Brasília, depois de visitar o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Plínio de Aguiar, e o ministro das Comunicações, Hélio Costa, esta tarde. Na Anatel, manifestou sua preocupação em obter as novas licenças, que permitirão à Vivo atuar em todo território brasileiro, por meio da realização de licitação de freqüências disponíveis em todo o território nacional. Ao ministro Hélio Costa, ele reafirmou a importância que a presença aqui representa para os negócios da PT.
“Só Minas tem 39 milhões de habitantes – é um mercado muito importante”, lembrou, de olho numa possível oferta, em breve, pela Anatel, das sobras de freqüências de segunda geração (no Nordeste) e de bandas antes destinadas ao serviço fixo sem fio (WLL), em Minas. Granadero apressou-se em desmentir, no entanto, que tenha feito oferta pela OiTelemar, embora afirme ser estratégico para o grupo, a análise de investimentos no Brasil, bem como na África – continente que afirma estar em vias de um grande crescimento. A informação de que ele teria uma proposta pela Telemar foi veiculada pelo jornal português Diário Econômico de hoje..
“A informação de oferta é falsa - nunca faremos uma oferta (pública de ações/OPA) hostil à ‘Portugal Telemar’. Para se dançar o tango, é preciso dois. Só faremos oferta, se houver alguma evolução que resultar da vontade dos acionistas majoritários da PT e da Telemar”, afirmou . O ato falho que o fez criar a ‘Portugal Telemar’ provocou risos entre os jornalistas e levou Granadero a pedir para que considerassem o deslize “hora do recreio”. Mas foi o uso da palavra “evolução” que o fez demonstrar, de fato, pode haver negociações em andamento entre PT e Telemar..
Granadero mostrou-se irritado ao comentar a visão da sua sócia na Vivo, a Telefônica, ao se auto-intitular “compradora natural” da parte portuguesa na operadora móvel. Alegou que a PT tem a mesma participação da Telefônica na Vivo e que o euro português tem o mesmo valor do espanhol. Ou seja, a PT não descarta interesse no negócio que a Telefônica considera já definido como seu.
O executivo negou-se a comentar a sociedade recém formada entre a Telefônica e a Telecom Itália, embora o negócio possa a vir gerar contestação regulatória que prejudique os próprios portugueses, visto que Vivo e TIM detêm juntas 54¨% do mercado móvel brasileiro. Ele evitou avaliar a possível concentração que o negócio representa. “Esse assunto é com a Anatel e respeitaremos a decisão do regulador”.
O presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadero, quer revigorar a Vivo, obtendo novas licenças nas praças de Minas Gerais e Nordeste, e chegar a todos clientes e ambientes com a oferta de serviços convergentes de quadriplay – voz, dados, TV por assinatura e serviço fixo (o qual ainda não disponibiliza no território brasileiro). “Temos uma grande equipe e condições de manter a liderança (no Brasil)”, acentuou..
O executivo concedeu entrevista à imprensa, em Brasília, depois de visitar o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Plínio de Aguiar, e o ministro das Comunicações, Hélio Costa, esta tarde. Na Anatel, manifestou sua preocupação em obter as novas licenças, que permitirão à Vivo atuar em todo território brasileiro, por meio da realização de licitação de freqüências disponíveis em todo o território nacional. Ao ministro Hélio Costa, ele reafirmou a importância que a presença aqui representa para os negócios da PT.
“Só Minas tem 39 milhões de habitantes – é um mercado muito importante”, lembrou, de olho numa possível oferta, em breve, pela Anatel, das sobras de freqüências de segunda geração (no Nordeste) e de bandas antes destinadas ao serviço fixo sem fio (WLL), em Minas. Granadero apressou-se em desmentir, no entanto, que tenha feito oferta pela OiTelemar, embora afirme ser estratégico para o grupo, a análise de investimentos no Brasil, bem como na África – continente que afirma estar em vias de um grande crescimento. A informação de que ele teria uma proposta pela Telemar foi veiculada pelo jornal português Diário Econômico de hoje..
“A informação de oferta é falsa - nunca faremos uma oferta (pública de ações/OPA) hostil à ‘Portugal Telemar’. Para se dançar o tango, é preciso dois. Só faremos oferta, se houver alguma evolução que resultar da vontade dos acionistas majoritários da PT e da Telemar”, afirmou . O ato falho que o fez criar a ‘Portugal Telemar’ provocou risos entre os jornalistas e levou Granadero a pedir para que considerassem o deslize “hora do recreio”. Mas foi o uso da palavra “evolução” que o fez demonstrar, de fato, pode haver negociações em andamento entre PT e Telemar..
Granadero mostrou-se irritado ao comentar a visão da sua sócia na Vivo, a Telefônica, ao se auto-intitular “compradora natural” da parte portuguesa na operadora móvel. Alegou que a PT tem a mesma participação da Telefônica na Vivo e que o euro português tem o mesmo valor do espanhol. Ou seja, a PT não descarta interesse no negócio que a Telefônica considera já definido como seu.
O executivo negou-se a comentar a sociedade recém formada entre a Telefônica e a Telecom Itália, embora o negócio possa a vir gerar contestação regulatória que prejudique os próprios portugueses, visto que Vivo e TIM detêm juntas 54¨% do mercado móvel brasileiro. Ele evitou avaliar a possível concentração que o negócio representa. “Esse assunto é com a Anatel e respeitaremos a decisão do regulador”.
Portugueses reafirmam interesse no Brasil e em leilão de 3G
O presidente da Portugal Telecom (PT), Henrique Granadeiro, disse ontem que o Brasil é estratégico para a empresa, a qual não pretende deixar o País. Granadeiro visitou ontem, em Brasília, autoridades da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o ministro das Comunicações, Hélio Costa. Em entrevista coletiva, o executivo informou que conversou sobre o interesse da PT no leilão de licenças para os mercados de Minas Gerais e dos Estados do Nordeste, a ser agendado pela Anatel, e no desenvolvimento da terceira geração de tecnologia de telefonia móvel no Brasil (3G).
A Portugal Telecom é sócia da Telefónica na Vivo. "Estamos muito interessados no leilão. A idéia que ficou é que o leilão ocorrerá muito em breve", disse Granadeiro, depois do encontro com as autoridades brasileiras.
"Convergência hoje significa mobilidade e queremos dar condições de igualdade a nossos clientes em relação os clientes das outras operadoras. Precisamos começar a operar nesses Estados."
A fim de cumprir o compromisso de manter a PT em solo brasileiro, Granadeiro mostrou disposição em comprar a parte da Telefônica na Vivo. E também desmentiu que a PT tentou adquirir a Oi-Telemar ou que fará uma oferta hostil pela operadora. Ponderou, no entanto, que o negócio pode ser realizado se os acionistas da Oi tiverem interesse. No que chamou de "gafe" e "lapso", chamou diversas vezes a Telemar de "Portugal Telemar".
"Nos negócios, as possibilidades são infinitas. Para dançar um tango, é preciso que dois queiram dançar", afirmou o executivo.
O presidente da Portugal Telecom se negou a comentar a compra de parte da Telecom Italia pela Telefônica, sua sócia na Vivo. Alegou que a definição da Anatel sobre a legalidade do negócio no Brasil é um "problema" da Telefónica.
"Vamos respeitar a decisão da Anatel."
Em seguida, disse que considera errada a teoria de que a Telefónica é compradora natural da participação da PT na Vivo. "Não tem qualquer sustentação dos pontos de vista econômico e da evolução do negócio. Temos exatamente a mesma participação na Vivo", disse o executivo. "Como se trata de dinheiro, não vejo que os euros espanhóis tenham mais valor que os euros portugueses."
Granadeiro reconheceu que a Vivo enfrentou problemas no ano passado, os quais foram solucionados com o investimento na rede GSM e com a unificação de sistemas. Com as medidas, assegurou, a empresa voltou a conquistar clientes. O executivo disse que, apesar do crescimento das rivais, acredita que a Vivo se manterá na liderança do mercado.
A Portugal Telecom é sócia da Telefónica na Vivo. "Estamos muito interessados no leilão. A idéia que ficou é que o leilão ocorrerá muito em breve", disse Granadeiro, depois do encontro com as autoridades brasileiras.
"Convergência hoje significa mobilidade e queremos dar condições de igualdade a nossos clientes em relação os clientes das outras operadoras. Precisamos começar a operar nesses Estados."
A fim de cumprir o compromisso de manter a PT em solo brasileiro, Granadeiro mostrou disposição em comprar a parte da Telefônica na Vivo. E também desmentiu que a PT tentou adquirir a Oi-Telemar ou que fará uma oferta hostil pela operadora. Ponderou, no entanto, que o negócio pode ser realizado se os acionistas da Oi tiverem interesse. No que chamou de "gafe" e "lapso", chamou diversas vezes a Telemar de "Portugal Telemar".
"Nos negócios, as possibilidades são infinitas. Para dançar um tango, é preciso que dois queiram dançar", afirmou o executivo.
O presidente da Portugal Telecom se negou a comentar a compra de parte da Telecom Italia pela Telefônica, sua sócia na Vivo. Alegou que a definição da Anatel sobre a legalidade do negócio no Brasil é um "problema" da Telefónica.
"Vamos respeitar a decisão da Anatel."
Em seguida, disse que considera errada a teoria de que a Telefónica é compradora natural da participação da PT na Vivo. "Não tem qualquer sustentação dos pontos de vista econômico e da evolução do negócio. Temos exatamente a mesma participação na Vivo", disse o executivo. "Como se trata de dinheiro, não vejo que os euros espanhóis tenham mais valor que os euros portugueses."
Granadeiro reconheceu que a Vivo enfrentou problemas no ano passado, os quais foram solucionados com o investimento na rede GSM e com a unificação de sistemas. Com as medidas, assegurou, a empresa voltou a conquistar clientes. O executivo disse que, apesar do crescimento das rivais, acredita que a Vivo se manterá na liderança do mercado.
Redes 3G ultrapassam 100 milhões de assinantes
Segundo o relatório trimestral da Informa Telecoms & Media, divulgado pela 3G Américas, o número de assinantes de serviços de terceira geração baseados na tecnologia UMTS/HSDPA atingiu 117 milhões. Atualmente, segundo a entidade, 167 redes em 69 países utilizam a tecnologia, sendo que, dos 172 milhões de assinantes 3G no mundo, 68% utilizam a UMTS/HSDPA.
O maior crescimento de UMTS/HSDPA no trimestre acorreu nos EUA e no Canadá, onde o UMTS registrou o crescimento de 614%, saltando de 350 mil assinantes para 2,5 milhões até março, de acordo com a 3G Américas. Segundo a entidade, no período compreendido entre março de 2006 e março deste ano, 538 milhões de novas adições GSM/UMTS foram registradas mundialmente. No mesmo período, o GSM cresceu a sua base de assinantes na América Latina e no Caribe de 80 milhões para um total de 231 milhões. A participação de mercado regional do GSM na região, segundo a 3G Américas, continua crescendo, subindo de 59% em março de 2006 para praticamente 71% no mesmo mês deste ano.
O maior crescimento de UMTS/HSDPA no trimestre acorreu nos EUA e no Canadá, onde o UMTS registrou o crescimento de 614%, saltando de 350 mil assinantes para 2,5 milhões até março, de acordo com a 3G Américas. Segundo a entidade, no período compreendido entre março de 2006 e março deste ano, 538 milhões de novas adições GSM/UMTS foram registradas mundialmente. No mesmo período, o GSM cresceu a sua base de assinantes na América Latina e no Caribe de 80 milhões para um total de 231 milhões. A participação de mercado regional do GSM na região, segundo a 3G Américas, continua crescendo, subindo de 59% em março de 2006 para praticamente 71% no mesmo mês deste ano.
Bancos querem usar a TV digital interativa
O setor bancário faz planos para usar a interatividade da TV digital, apesar de o governo ter anunciado na segunda-feira que o sistema deve estrear em dezembro sem serviços interativos. 'O banco eletrônico via televisão é totalmente viável', afirmou Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
A interatividade plena depende da conexão do conversor, que transforma o sinal digital em analógico, a um serviço de telecomunicações, que pode ser o telefone fixo, uma conexão de banda larga ou o celular. Durante o evento Ciab Febraban 2007, que decorre de 13 a 15 de junho, em São Paulo, duas empresas, a Hirix e a Partec, vão apresentar serviços de banco eletrônico via TV digital.
A interatividade plena depende da conexão do conversor, que transforma o sinal digital em analógico, a um serviço de telecomunicações, que pode ser o telefone fixo, uma conexão de banda larga ou o celular. Durante o evento Ciab Febraban 2007, que decorre de 13 a 15 de junho, em São Paulo, duas empresas, a Hirix e a Partec, vão apresentar serviços de banco eletrônico via TV digital.
Nokia e IBM entram na onda de demissões
Robert Cringley, do portal da PBS, revela rumores de que a IBM estaria planejando a demissão de 150 mil funcionários nos Estados Unidos até o final do seu ano fiscal. Um projeto da IBM chamado LEAN culminou com a demissão de 1,3 mil na última semana, mas isso seria apenas o prelúdio para uma reestruturação com processo massivo de demissões na divisão Global Services da IBM, garante Cringely, citando fontes anônimas de dentro da empresa. O corte de vagas está relacionado com o crescente aumento da confiança da IBM no outsourcing para Índia e China, defende o artigo. O porta-voz da IBM, Jeff Couture, disse que não espera comentário da companhia sobre as possíveis demissões. “Basicamente, nós não comentamos rumores”, disse Couture. A Nokia Siemens Networks segue a conta, apesar de menor número, e confirmou que pretende demitir 9 mil funcionários ao longo dos próximos quatro anos, estratégia em linha com os planos de redução de 10% a 15% da força de trabalho, já anunciados no ano passado.
A notícia de compra da Oi pela PT
Enquanto a Telefónica tenta unir Vivo e TIM, a Portugal Telecom dá a volta com a Oi. A compra da Oi-Telemar pela Portugal Telecom, como foi noticiado ontem pelo jornal português Diário Econômico, faz todo sentido para as fontes do setor ouvidas por este jornal, embora as duas companhias tenham negado oficialmente a ocorrência.
Em primeiro lugar, não se trata de nenhuma novidade. Dois anos depois da privatização da Telebrás, portanto em 2000, as consultorias especializadas já se debruçavam sobre cenários que envolviam a compra de uma operadora fixa pelo grupo português, cujo passo seguinte foi se associar à Telefônica a fim de dar abrangência nacional à sua holding de telefonia celular Brasilcel, que se transformou em Vivo.
Mais recentemente, a hipótese ganhou novo fôlego com o discurso explícito e recorrente da Telefónica, na pessoa de seu principal executivo, César Alierta, no sentido de assumir o controle integral da Vivo, adquirindo a metade da sócia PT.
O envolvimento da espanhola na disputa pelo território latino empreendida com o grupo mexicano Telmex de Carlos Slim Helu é outro fator que corrobora para a hipótese de compra da Vivo e posterior negociação de outra operadora pela PT.
Circula nos bastidores a versão de que um valor de referência para a compra de metade da Vivo já foi acordado há um mês e meio entre as duas corporações européias e que a transação propriamente dita vai acontecer assim que a Portugal Telecom conseguir fechar uma proposta de compra da Oi, como noticiou o jornal português ontem.
Em contato com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, ontem em Brasília, o presidente da PT, Henrique Granadeiro, afirmou que não fará nunca uma oferta hostil, mas que não tem nada contra um acordo (ver matéria ao lado).
É fato também que a reação da PT à OPA (oferta hostil de aquisição) pelo grupo Sonaecom acabou impondo gastos elevados ao grupo português, na forma de investimentos, e que sua situação de caixa exigiria uma troca de ativos ao invés de uma aquisição pura e simples. Granadeiro nega esta versão (ver matéria ao lado).
Enquanto isso, a Telefónica nega ingerência na recém-adquirida Telecom Italia e tenta, no Brasil, encontrar um "pau de sinuca de dois bicos", como se diz popularmente, para manter Vivo e TIM sob seu controle. Além de afirmar publicamente que o porcentual de participação é pequeno para que seu poder respingue na operação da TIM no País, a Telefônica ficou de entregar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um documento em que seus parceiros na negociação da operadora italiana - os bancos italianos - e a própria Telecom Italia -, garantam expressamente que não haverá interferência na TIM.
Para a corretora Ativa, a Oi representa desembolso muito elevado para a PT, uma vez que seu valor patrimonial gira em torno de R$ 18,4 bilhões, enquanto que 50% da Vivo atingiriam R$ 3,5 bilhões. Neste caso, uma oferta mista com ações viria a calhar.
Em primeiro lugar, não se trata de nenhuma novidade. Dois anos depois da privatização da Telebrás, portanto em 2000, as consultorias especializadas já se debruçavam sobre cenários que envolviam a compra de uma operadora fixa pelo grupo português, cujo passo seguinte foi se associar à Telefônica a fim de dar abrangência nacional à sua holding de telefonia celular Brasilcel, que se transformou em Vivo.
Mais recentemente, a hipótese ganhou novo fôlego com o discurso explícito e recorrente da Telefónica, na pessoa de seu principal executivo, César Alierta, no sentido de assumir o controle integral da Vivo, adquirindo a metade da sócia PT.
O envolvimento da espanhola na disputa pelo território latino empreendida com o grupo mexicano Telmex de Carlos Slim Helu é outro fator que corrobora para a hipótese de compra da Vivo e posterior negociação de outra operadora pela PT.
Circula nos bastidores a versão de que um valor de referência para a compra de metade da Vivo já foi acordado há um mês e meio entre as duas corporações européias e que a transação propriamente dita vai acontecer assim que a Portugal Telecom conseguir fechar uma proposta de compra da Oi, como noticiou o jornal português ontem.
Em contato com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, ontem em Brasília, o presidente da PT, Henrique Granadeiro, afirmou que não fará nunca uma oferta hostil, mas que não tem nada contra um acordo (ver matéria ao lado).
É fato também que a reação da PT à OPA (oferta hostil de aquisição) pelo grupo Sonaecom acabou impondo gastos elevados ao grupo português, na forma de investimentos, e que sua situação de caixa exigiria uma troca de ativos ao invés de uma aquisição pura e simples. Granadeiro nega esta versão (ver matéria ao lado).
Enquanto isso, a Telefónica nega ingerência na recém-adquirida Telecom Italia e tenta, no Brasil, encontrar um "pau de sinuca de dois bicos", como se diz popularmente, para manter Vivo e TIM sob seu controle. Além de afirmar publicamente que o porcentual de participação é pequeno para que seu poder respingue na operação da TIM no País, a Telefônica ficou de entregar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um documento em que seus parceiros na negociação da operadora italiana - os bancos italianos - e a própria Telecom Italia -, garantam expressamente que não haverá interferência na TIM.
Para a corretora Ativa, a Oi representa desembolso muito elevado para a PT, uma vez que seu valor patrimonial gira em torno de R$ 18,4 bilhões, enquanto que 50% da Vivo atingiriam R$ 3,5 bilhões. Neste caso, uma oferta mista com ações viria a calhar.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Redes UMTS/HSDPA atingem 117 milhões de usuários, diz pesquisa
A 3G Americas, organização criada para promover a implementação da tecnologia GSM e suas evoluções GPRS, EDGE, UMTS e HSDP, acaba de publicar o relatório trimestral da Informa Telecoms & Media, o qual informa que o número de assinantes de serviços de terceira geração baseados na tecnologia UMTS/HSDPA atingiu 117 milhões. Atualmente, segundo a entidade, 167 redes em 69 países utilizam a tecnologia, sendo que, dos 172 milhões de assinantes 3G no mundo, 68% utilizam a UMTS/HSDPA.
No mundo inteiro, o maior crescimento de UMTS/HSDPA no trimestre acorreu nos EUA e no Canadá, onde o UMTS registrou o crescimento de 614%, saltando de 350 mil assinantes para 2,5 milhões até março, de acordo com a 3G Américas.
A entidade diz que, no período compreendido entre março de 2006 e março deste ano, 538 milhões de novas adições GSM/UMTS foram registradas no mundo inteiro. No mesmo período, o GSM cresceu a sua base de assinantes na América Latina e no Caribe de 80 milhões para um total de 231 milhões. A participação de mercado regional do GSM na região, segundo a 3G Américas, continua crescendo, subindo de 59% em março de 2006 para praticamente 71% no mesmo mês deste ano.
"O ano de 2006 foi aquele em que vimos o HSDPA ser implementado em grande escala na América do Norte, e 2007 será o ano em que ele avança pela América Latina", afirma Erasmo Rojas, diretor da 3G Americas para a região. "As operadoras brasileiras já anunciaram planos para implementar HSDPA em 850 MHz. A Telefónica recentemente lançou HSDPA no México e a tecnologia já foi lançada para uso comercial pela AT&T de Porto Rico, pela Entel do Chile e pela Telecom Personal na Argentina."
O HSPA (HSUPA/HSDPA) é o conjunto de implementações tecnológicas para UMTS padronizado pelo 3GPP, grupo que ajuda a definir o caminho de migração para operadoras GSM no mundo inteiro para a banda larga móvel. Existem mais de 250 terminais HSDPA no mercado hoje, entre os quais smartphones, PDAs, cartões PC, drives USB, notebooks com a tecnologia embutida e até modems de mesa. Já foram anunciados terminais HSDPA/HSUPA com velocidade médias superiores a 7,2 Mbps de downlink. Quase todas as operadoras UMTS devem implementar HSDPA, e em seguida HSUPA, que oferece uma capacidade muito maior de transmissão de dados com uma redução significativa nos custos de rede para serviços de dados
Fonte : Junior
No mundo inteiro, o maior crescimento de UMTS/HSDPA no trimestre acorreu nos EUA e no Canadá, onde o UMTS registrou o crescimento de 614%, saltando de 350 mil assinantes para 2,5 milhões até março, de acordo com a 3G Américas.
A entidade diz que, no período compreendido entre março de 2006 e março deste ano, 538 milhões de novas adições GSM/UMTS foram registradas no mundo inteiro. No mesmo período, o GSM cresceu a sua base de assinantes na América Latina e no Caribe de 80 milhões para um total de 231 milhões. A participação de mercado regional do GSM na região, segundo a 3G Américas, continua crescendo, subindo de 59% em março de 2006 para praticamente 71% no mesmo mês deste ano.
"O ano de 2006 foi aquele em que vimos o HSDPA ser implementado em grande escala na América do Norte, e 2007 será o ano em que ele avança pela América Latina", afirma Erasmo Rojas, diretor da 3G Americas para a região. "As operadoras brasileiras já anunciaram planos para implementar HSDPA em 850 MHz. A Telefónica recentemente lançou HSDPA no México e a tecnologia já foi lançada para uso comercial pela AT&T de Porto Rico, pela Entel do Chile e pela Telecom Personal na Argentina."
O HSPA (HSUPA/HSDPA) é o conjunto de implementações tecnológicas para UMTS padronizado pelo 3GPP, grupo que ajuda a definir o caminho de migração para operadoras GSM no mundo inteiro para a banda larga móvel. Existem mais de 250 terminais HSDPA no mercado hoje, entre os quais smartphones, PDAs, cartões PC, drives USB, notebooks com a tecnologia embutida e até modems de mesa. Já foram anunciados terminais HSDPA/HSUPA com velocidade médias superiores a 7,2 Mbps de downlink. Quase todas as operadoras UMTS devem implementar HSDPA, e em seguida HSUPA, que oferece uma capacidade muito maior de transmissão de dados com uma redução significativa nos custos de rede para serviços de dados
Fonte : Junior
Operadoras se unem a Microsoft para quantificar mercado de acesso à internet pela rede móvel
Pesquisa quer identificar tendências para o mercado de massa, mirando a adoção do serviço em larga escala nas redes 3G.
Treze operadoras GSM estão colaborando com a Microsoft em uma pesquisa global para determinar o potencial de mercado para notebooks que permitam acesso à internet em alta velocidade. A idéia é medir a tendência entre consumidores em geral e o mercado de massa, uma vez que este tipo de conectividade já tem franca aceitação entre o público corporativo. A pesquisa é patrocinada pela Telefónica/O2 e conta ainda com a participação da AT&T, China Móbile, DTAC, Máxis, MTN, Orange, SingTel, Smart Communications, TeliaSonera, Turkcell, Vodafone e Wind.
"Entender o tamanho do mercado e as exigências dos consumidores é o primeiro passo para desenvolver terminais que atendam a estas exigências", pondera o CEO da GSM Association, que apóia a iniciativa, Rob Conway. Para as operadoras, o acesso à internet pela rede móvel pode ser uma aplicação potencial para estimular a migração e o crescimento das redes de terceira geração.
A entidade que reúne as operadoras GSM contabiliza 155 redes 3G/W-CDMA distribuídas por 68 países. Destas, 110 já lançaram comercialmente os serviços em HSPA (High Speed Packet Access) em 57 países. Para a Microsoft, é a oportunidade para levar o Windows para um número maior de consumidores.
O estudo deve incluir uma pesquisa de campo a ser conduzida pela Pyramid Research, para quantificar o mercado de massa para PCs que ofereçam acesso rápido à internet pela rede móvel. O trabalho também deve identificar os fatores chaves para a adoção em larga escala e as proposições de valor dos usuários.
Fonte : Junior
Treze operadoras GSM estão colaborando com a Microsoft em uma pesquisa global para determinar o potencial de mercado para notebooks que permitam acesso à internet em alta velocidade. A idéia é medir a tendência entre consumidores em geral e o mercado de massa, uma vez que este tipo de conectividade já tem franca aceitação entre o público corporativo. A pesquisa é patrocinada pela Telefónica/O2 e conta ainda com a participação da AT&T, China Móbile, DTAC, Máxis, MTN, Orange, SingTel, Smart Communications, TeliaSonera, Turkcell, Vodafone e Wind.
"Entender o tamanho do mercado e as exigências dos consumidores é o primeiro passo para desenvolver terminais que atendam a estas exigências", pondera o CEO da GSM Association, que apóia a iniciativa, Rob Conway. Para as operadoras, o acesso à internet pela rede móvel pode ser uma aplicação potencial para estimular a migração e o crescimento das redes de terceira geração.
A entidade que reúne as operadoras GSM contabiliza 155 redes 3G/W-CDMA distribuídas por 68 países. Destas, 110 já lançaram comercialmente os serviços em HSPA (High Speed Packet Access) em 57 países. Para a Microsoft, é a oportunidade para levar o Windows para um número maior de consumidores.
O estudo deve incluir uma pesquisa de campo a ser conduzida pela Pyramid Research, para quantificar o mercado de massa para PCs que ofereçam acesso rápido à internet pela rede móvel. O trabalho também deve identificar os fatores chaves para a adoção em larga escala e as proposições de valor dos usuários.
Fonte : Junior
Site mistura telefonia e e-mail para oferecer nova forma de comunicação
Mariana Barros
Quer ligar para um amigo? Pegue o e-mail dele. Relançado na semana passada, o Jangl (www.jangl.com) vai tentar reeditar o alvoroço que o Skype fez com a comunicação on-line, oferecendo ligações que combinam e-mails e mensagens de voz.
O intuito é permitir que as pessoas possam falar com você sem que tenham o seu número de telefone verdadeiro.
Para isso, é preciso realizar um cadastro, informando um e-mail seu de qualquer provedor e um número de telefone válido, além de alguns dados pessoais.
Disponível no país -ao selecionar "Brazil", o número informado em seguida já aparecerá com o prefixo brasileiro para DDI, 55-, é preciso informar o DDD do Estado do número cadastrado.
Em seguida, o internauta é convidado a digitar os endereços eletrônicos de seus amigos.
Para ligar, por exemplo, para a Maria, dona do e-mail maria@provedor.com.br, o internauta receberá um número descartável, como 4444-5555.
Ele deverá discá-lo do telefone real cadastrado anteriormente e sua mensagem de voz será encaminhada para o e-mail da Maria, como um anexo. Seu número telefônico verdadeiro será mantido em sigilo -a Maria receberá outro número Jangl para retornar a ligação.
Testado pela Folha, o serviço funcionou bem quando foi cadastrado um telefone fixo.
A qualidade de voz do recado gravado é boa e ele é encaminhado para a caixa de e-mails do usuário. A mensagem de voz é reproduzida em um tocador que aparece no corpo do e-mail.
Já quando foi cadastrado um número de telefone celular, o serviço apresentou falha. Uma mensagem, em inglês, dizendo que o número discado não estava disponível foi repetida em três tentativas.
(MB)
Fonte : Junior
Quer ligar para um amigo? Pegue o e-mail dele. Relançado na semana passada, o Jangl (www.jangl.com) vai tentar reeditar o alvoroço que o Skype fez com a comunicação on-line, oferecendo ligações que combinam e-mails e mensagens de voz.
O intuito é permitir que as pessoas possam falar com você sem que tenham o seu número de telefone verdadeiro.
Para isso, é preciso realizar um cadastro, informando um e-mail seu de qualquer provedor e um número de telefone válido, além de alguns dados pessoais.
Disponível no país -ao selecionar "Brazil", o número informado em seguida já aparecerá com o prefixo brasileiro para DDI, 55-, é preciso informar o DDD do Estado do número cadastrado.
Em seguida, o internauta é convidado a digitar os endereços eletrônicos de seus amigos.
Para ligar, por exemplo, para a Maria, dona do e-mail maria@provedor.com.br, o internauta receberá um número descartável, como 4444-5555.
Ele deverá discá-lo do telefone real cadastrado anteriormente e sua mensagem de voz será encaminhada para o e-mail da Maria, como um anexo. Seu número telefônico verdadeiro será mantido em sigilo -a Maria receberá outro número Jangl para retornar a ligação.
Testado pela Folha, o serviço funcionou bem quando foi cadastrado um telefone fixo.
A qualidade de voz do recado gravado é boa e ele é encaminhado para a caixa de e-mails do usuário. A mensagem de voz é reproduzida em um tocador que aparece no corpo do e-mail.
Já quando foi cadastrado um número de telefone celular, o serviço apresentou falha. Uma mensagem, em inglês, dizendo que o número discado não estava disponível foi repetida em três tentativas.
(MB)
Fonte : Junior
Rede elétrica e ondas sem fio também levam internet veloz
A fibra óptica não é a única opção para ampliar o acesso à internet de banda larga. Por cabos elétricos ou ondas de rádio, a World Wide Web encontra maneiras de aumentar seu alcance.
A PLC, abreviação, em inglês, para comunicação por rede elétrica, permite que o tráfego de banda larga ocorra dentro do sistema elétrico (BPL). A infra-estrutura já existente torna esse tipo de conexão econômica: para usá-la, é preciso dispor, basicamente, de um modem especial que se conecte à rede elétrica.
A desvantagem fica por conta da instabilidade característica da corrente elétrica, o que dificulta a criação de padrões de conexão.
Em Porto Alegre, um projeto que começou a ser implantado no início deste ano, no bairro da Restinga, registrou velocidade de 45 Mbps -na Europa, no entanto, a taxa chega a 200 Mbps.
O WiMax, cobertura sem fio por ondas de rádio de longo alcance, é outra opção quando o assunto é espalhar banda larga de uma maneira mais ampla. Em breve, a Anatel deve dar prosseguimento ao processo de licitação para oferta do serviço no país.
Já em San Francisco (EUA), a empresa Nethercomm experimenta prover acesso rápido à rede por tubulação de gás.
Fonte: Junior
A PLC, abreviação, em inglês, para comunicação por rede elétrica, permite que o tráfego de banda larga ocorra dentro do sistema elétrico (BPL). A infra-estrutura já existente torna esse tipo de conexão econômica: para usá-la, é preciso dispor, basicamente, de um modem especial que se conecte à rede elétrica.
A desvantagem fica por conta da instabilidade característica da corrente elétrica, o que dificulta a criação de padrões de conexão.
Em Porto Alegre, um projeto que começou a ser implantado no início deste ano, no bairro da Restinga, registrou velocidade de 45 Mbps -na Europa, no entanto, a taxa chega a 200 Mbps.
O WiMax, cobertura sem fio por ondas de rádio de longo alcance, é outra opção quando o assunto é espalhar banda larga de uma maneira mais ampla. Em breve, a Anatel deve dar prosseguimento ao processo de licitação para oferta do serviço no país.
Já em San Francisco (EUA), a empresa Nethercomm experimenta prover acesso rápido à rede por tubulação de gás.
Fonte: Junior
A Claro vai comprar a Telemig Celular?
América Móvil, criada em setembro de 2000 como um spin-off da Telmex, se expandiu para a América Latina e assumiu a liderança na Região com 123 milhões de celulares no 1º trimestre de 2007 (1T07).
Com muita disposição para crescer a América Móvil está presente também no mercado dos EUA onde possui a maior MVNO do país, a TracFone, que oferece pré pago com cobertura nacional e encerrou o 1T07 com 8,2 milhões de celulres.
O crescimento da América Móvil nestes anos foi alimentado por aquisições que levaram a operadora a estar presente em 15 países da América Latina (Mais detalhes).
No Brasil, A América Móvil, onde adotou a marca Claro, adquiriu 6 das 10 operadoras de Banda B, inclusive a BCP em São Paulo em 2003, última a ser adquirida. A partir desta data, sem novos alvos para aquisições, a Claro passou a crescer de forma orgânica, tendo adquirido licenças nas Bandas D e E.
Em 2005 surgiu a oportunidade de comprar a Telemig e Amazônia Celular, mas o processo foi suspenso devido ao conflito societário entre o Opportunity e Citi/Fundos (mais detalhes).
Em 2006 a América Móvil tentou comprar a Tim no Brasil, possibilidade esta bloqueada pela entrada da Telefonica no grupo de controle da Telecom Italia, em 2007.
Com a troca de direção na Telemig e Amazônia Celular em Set/06, a venda destas operadoras foi colocada em pauta novamente. Caso viesse a adquirir a Telemig e Amazônia Celular, a Claro passaria a ter cobertura nacional e assumiria a liderança em market share de celulares no Brasil.
Esta aquisição ajudaria também a melhorar a margem Ebitda da Claro de 27,4% para 28,6% (1T07) e aumentaria seu revenue share para 26,8%, atrás ainda de Vivo e a Tim.
Concretizada a aquisição da Telemig Celular, a Claro seria obrigada a devolver sua autorização de Banda E em Minas Gerais, mas manteria os clientes.
A Vivo deve disputar com a Claro o controle da Telemig Celular. Esta aquisição preencheria uma lacuna importante na área de atendimento da Vivo (Minas Gerais) e lhe garantia uma liderança mais folgada em market share e receita de celular no Brasil. A entrada da Telefonica no grupo de controle da Telecom Italia, pode, no entanto, ter esfriado um pouco o apetite da operadora em relação a esta aquisição.
Finalmente, uma opção que não pode ser descartada, seria, em um cenário de fusão de Oi e BrT, a Telemig e a Amazônia serem incorporadas por este novo grupo, o que o levaria a 20 milhões de celulares, consolidando forte posição no mercado, faltando apenas a cobertura em São Paulo para atingir o patamar dos líderes.
O Valor de Mercado da Telemig Participações em Abr/07 era de R$ 2.113 milhões e o da Tele Norte Celular (Amaz) R$ 222 milhões.
Diante deste quadro pergunta-se:
Quem vai comprar a Telemig e a Amazônia Celular?
Como a entrada da Telefonica na Telecom Italia influencia esta operação?
A Claro vai brigar pela liderança do celular no Brasil?
Como a licença da Unicel em SP pode influenciar o futuro do mercado de celular?
A quem pode interessar uma licença nacional de 3G, quando licitada?
Comente!
Fonte : Teleco.com.br
Com muita disposição para crescer a América Móvil está presente também no mercado dos EUA onde possui a maior MVNO do país, a TracFone, que oferece pré pago com cobertura nacional e encerrou o 1T07 com 8,2 milhões de celulres.
O crescimento da América Móvil nestes anos foi alimentado por aquisições que levaram a operadora a estar presente em 15 países da América Latina (Mais detalhes).
No Brasil, A América Móvil, onde adotou a marca Claro, adquiriu 6 das 10 operadoras de Banda B, inclusive a BCP em São Paulo em 2003, última a ser adquirida. A partir desta data, sem novos alvos para aquisições, a Claro passou a crescer de forma orgânica, tendo adquirido licenças nas Bandas D e E.
Em 2005 surgiu a oportunidade de comprar a Telemig e Amazônia Celular, mas o processo foi suspenso devido ao conflito societário entre o Opportunity e Citi/Fundos (mais detalhes).
Em 2006 a América Móvil tentou comprar a Tim no Brasil, possibilidade esta bloqueada pela entrada da Telefonica no grupo de controle da Telecom Italia, em 2007.
Com a troca de direção na Telemig e Amazônia Celular em Set/06, a venda destas operadoras foi colocada em pauta novamente. Caso viesse a adquirir a Telemig e Amazônia Celular, a Claro passaria a ter cobertura nacional e assumiria a liderança em market share de celulares no Brasil.
Esta aquisição ajudaria também a melhorar a margem Ebitda da Claro de 27,4% para 28,6% (1T07) e aumentaria seu revenue share para 26,8%, atrás ainda de Vivo e a Tim.
Concretizada a aquisição da Telemig Celular, a Claro seria obrigada a devolver sua autorização de Banda E em Minas Gerais, mas manteria os clientes.
A Vivo deve disputar com a Claro o controle da Telemig Celular. Esta aquisição preencheria uma lacuna importante na área de atendimento da Vivo (Minas Gerais) e lhe garantia uma liderança mais folgada em market share e receita de celular no Brasil. A entrada da Telefonica no grupo de controle da Telecom Italia, pode, no entanto, ter esfriado um pouco o apetite da operadora em relação a esta aquisição.
Finalmente, uma opção que não pode ser descartada, seria, em um cenário de fusão de Oi e BrT, a Telemig e a Amazônia serem incorporadas por este novo grupo, o que o levaria a 20 milhões de celulares, consolidando forte posição no mercado, faltando apenas a cobertura em São Paulo para atingir o patamar dos líderes.
O Valor de Mercado da Telemig Participações em Abr/07 era de R$ 2.113 milhões e o da Tele Norte Celular (Amaz) R$ 222 milhões.
Diante deste quadro pergunta-se:
Quem vai comprar a Telemig e a Amazônia Celular?
Como a entrada da Telefonica na Telecom Italia influencia esta operação?
A Claro vai brigar pela liderança do celular no Brasil?
Como a licença da Unicel em SP pode influenciar o futuro do mercado de celular?
A quem pode interessar uma licença nacional de 3G, quando licitada?
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Fonte : Teleco.com.br
Briga entre Nokia e Qualcomm pode prejudicar redes 3G
Empresas travam guerra de patentes nos bastidores e que podem travar a adoção de novos sistemas de acesso rápido a dados em redes de telefonia celular
Reuters
SEUL - A Nokia, a maior produtora mundial de celulares, afirmou na terça-feira que sua atual disputa de patentes com a Qualcomm pode trabalhar contra a adoção da tecnologia de telefonia móvel de terceira geração (3G).
A Nokia está concentrando suas atenções em celulares 3G, disse o vice-presidente de tecnologia Tero Ojanpera, apesar da opção de rivais de reduzir os preços dos aparelhos usados para acessar a tecnologia sem fio de alta velocidade.
A empresa, que produz mais de um terço dos celulares vendidos no mundo, está envolvida em uma disputa judicial sobre patentes com a fabricante norte-americana de chips Qualcomm, depois que porções de um acordo de licenciamento mútuo de patentes expiraram, no mês passado.
A disputa judicial envolve o uso pela Nokia de patentes detidas pela Qualcomm quanto à tecnologia 3G, mas também afeta as operações de chips da Qualcomm, que, de acordo com a Nokia, empregam muitas tecnologias sobre as quais a empresa finlandesa detém patentes.
"Estamos negociando, mas não existe acordo", disse Ojanpera durante uma entrevista coletiva no Seoul Digital Forum.
A Nokia na semana passada abriu seu primeiro processo por patentes em reação às ações judiciais da Qualcomm, solicitando indenização e um mandado que restrinja os chips Qualcomm. Os analistas estimam que a Nokia paga cerca de US$ 500 milhões anuais à Qualcomm pelas licenças e agora está em busca de um acordo melhor.
Troca
"Toda essa discussão pode ter impacto sobre a tecnologia 3G", disse Ojanper, acrescentando que tecnologias alternativas, como o WiMAX, estão ganhando força.
As operadoras de telefonia móvel estão substituindo os serviços 2G, que se concentravam em ligações de voz, pela tecnologia 3G ou sistemas alternativos que permitem a oferta de serviços mais lucrativos, como chamadas com vídeo, downloads de música ou acesso à internet pelo celular.
A LG Electronics, quinta maior fabricante mundial de celulares, em fevereiro venceu uma concorrência organizada por um grupo de operadoras de telefonia móvel para produzir aparelhos 3G a preços acessíveis, por volta de 100 dólares, e acelerar a transição.
Fonte : Estadão
Reuters
SEUL - A Nokia, a maior produtora mundial de celulares, afirmou na terça-feira que sua atual disputa de patentes com a Qualcomm pode trabalhar contra a adoção da tecnologia de telefonia móvel de terceira geração (3G).
A Nokia está concentrando suas atenções em celulares 3G, disse o vice-presidente de tecnologia Tero Ojanpera, apesar da opção de rivais de reduzir os preços dos aparelhos usados para acessar a tecnologia sem fio de alta velocidade.
A empresa, que produz mais de um terço dos celulares vendidos no mundo, está envolvida em uma disputa judicial sobre patentes com a fabricante norte-americana de chips Qualcomm, depois que porções de um acordo de licenciamento mútuo de patentes expiraram, no mês passado.
A disputa judicial envolve o uso pela Nokia de patentes detidas pela Qualcomm quanto à tecnologia 3G, mas também afeta as operações de chips da Qualcomm, que, de acordo com a Nokia, empregam muitas tecnologias sobre as quais a empresa finlandesa detém patentes.
"Estamos negociando, mas não existe acordo", disse Ojanpera durante uma entrevista coletiva no Seoul Digital Forum.
A Nokia na semana passada abriu seu primeiro processo por patentes em reação às ações judiciais da Qualcomm, solicitando indenização e um mandado que restrinja os chips Qualcomm. Os analistas estimam que a Nokia paga cerca de US$ 500 milhões anuais à Qualcomm pelas licenças e agora está em busca de um acordo melhor.
Troca
"Toda essa discussão pode ter impacto sobre a tecnologia 3G", disse Ojanper, acrescentando que tecnologias alternativas, como o WiMAX, estão ganhando força.
As operadoras de telefonia móvel estão substituindo os serviços 2G, que se concentravam em ligações de voz, pela tecnologia 3G ou sistemas alternativos que permitem a oferta de serviços mais lucrativos, como chamadas com vídeo, downloads de música ou acesso à internet pelo celular.
A LG Electronics, quinta maior fabricante mundial de celulares, em fevereiro venceu uma concorrência organizada por um grupo de operadoras de telefonia móvel para produzir aparelhos 3G a preços acessíveis, por volta de 100 dólares, e acelerar a transição.
Fonte : Estadão
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